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Mais de 600 pessoas já morreram no Irã nas manifestações contra o governo

Mais de 600 pessoas já morreram no Irã nas manifestações contra o governo
Mais de 600 pessoas já morreram no Irã nas manifestações contra o governo

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Protestos no Irã, iniciados em 28 de dezembro por causa do custo de vida, evoluíram para uma contestação ao regime teocrático que governa o país desde a revolução de 1979. Segundo uma ONG, já são 648 mortes, incluindo nove menores, e milhares de feridos, nas duas primeiras semanas de manifestações.

Organizações de direitos humanos alertam sobre repressão letal e destacam que o governo bloqueou a internet desde 8 de janeiro, medida que, segundo elas, busca ocultar a dimensão do derramamento de sangue.

Mesmo com o bloqueio, imagens de Teerã e de outras cidades mostram grandes protestos nas últimas noites. Em resposta, autoridades convocaram contramanifestações em apoio à República Islâmica; milhares reuniram-se na praça Enghelab, no centro de Teerã, agitando a bandeira nacional.

Segundo a televisão estatal iraniana, o aiatolá Ali Khamenei disse que a mobilização dos protestos é uma advertência aos Estados Unidos, enquanto o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ameaçou intervenção militar e disse que uma reunião de líderes iranianos estava sendo preparada, com o Exército estudando opções fortes.

Como você vê a escalada dos protestos no Irã e a resposta internacional? Deixe seu comentário com suas opiniões e perguntas sobre o tema.

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