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Justiça rejeita tutela de urgência em ação que acusa Claudia Leitte de intolerância religiosa

Justiça rejeita tutela de urgência em ação que acusa Claudia Leitte de intolerância religiosa
Justiça rejeita tutela de urgência em ação que acusa Claudia Leitte de intolerância religiosa

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Justiça da Bahia negou o pedido de tutela de urgência em ação que investiga denúncia de intolerância religiosa envolvendo a cantora Claudia Leitte. A ação, movida pelo Ministério Público da Bahia (MPBA), pede a condenação da artista a indenização de R$ 2 milhões por dano moral coletivo e o processo continuará trâmite na Justiça.

A denúncia tem origem em 2024, quando Claudia Leitte alterou a letra da música Caranguejo, substituindo a referência à divindade de matriz africana Iemanjá pelo nome Yeshua, em alusão a Jesus. A canção é de Durval Luz, Nino Balla, Luciano Pinto e Alan Moraes.

Na decisão, a magistrada afirmou que não há elementos que indiquem risco iminente ou evidências suficientes de que a substituição configuraria, automaticamente, racismo, discurso de ódio ou apropriação indevida do patrimônio cultural das religiões de matriz africana.

Apesar da negativa da tutela de urgência, o processo prosseguirá na Justiça baiana. A decisão também autorizou a inclusão do Instituto de Defesa dos Direitos das Religiões Afro-Brasileiras (IDAFRO) no polo ativo da ação.

À época da denúncia, o IDAFRO pediu que Claudia Leitte fosse impedida de se apresentar no Carnaval de Salvador em 2025. No entanto, com a decisão, a cantora permanece confirmada na programação do evento. A equipe da artista não se manifestou sobre a nova movimentação do caso.

Como você vê essa atuação do Judiciário nesse tema? Compartilhe sua opinião nos comentários abaixo. Queremos ouvir a sua leitura sobre o caso e os impactos para o cenário cultural e religioso no país.

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