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CNJ suspende processo que investiga juiz Paulo Rodrigo Pantusa por prática ilegal da advocacia

CNJ suspende processo que investiga juiz Paulo Rodrigo Pantusa por prática ilegal da advocacia
CNJ suspende processo que investiga juiz Paulo Rodrigo Pantusa por prática ilegal da advocacia

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O CNJ, em decisão proferida pelo ministro Mauro Campbell Marques, Corregedor Nacional de Justiça, determinou a suspensão por 90 dias da reclamação disciplinar que envolve o magistrado Paulo Rodrigo Pantusa, da Bahia. A medida foi tomada porque ele estaria atuando como advogado mesmo após a posse como juiz. A suspensão vale até que haja comunicação oficial sobre o resultado final do processo no TJ-BA.

Segundo a inicial, Pantusa, após tomar posse como juiz substituto do Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA) em junho de 2021, manteve atuação profissional em centenas de processos no Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJ-MG). A denúncia sustenta que isso viola a vedação constitucional ao exercício simultâneo da advocacia e da magistratura, além de violar os deveres estabelecidos na Lei Orgânica da Magistratura Nacional (LOMAN).

A inicial também aponta que a inscrição do magistrado na OAB-MG constava com status de “cancelada” no período, o que poderia configurar, em tese, exercício ilegal da profissão. A conduta foi descrita pela reclamação como reiterada, dolosa e de má-fé, com potencial de comprometer a dignidade da função jurisdicional.

O processo teve tramitação anterior na Corregedoria de Justiça do TJ-BA, que arquivou a matéria. Entretanto, o recurso administrativo levou o caso ao Pleno do Tribunal baiano. Por conta dessa pendência no âmbito estadual, a Corregedoria Nacional de Justiça decidiu que o processo no CNJ deveria aguardar a formação da “coisa julgada administrativa” na origem.

A decisão do ministro Mauro Campbell Marques determina o desarquivamento e a suspensão imediata dos autos no CNJ por 90 dias, ou até a comunicação oficial sobre o resultado final do processo no TJ-BA. O corregedor também determinou o envio de cópia da decisão à Corregedoria Geral de Justiça da Bahia para acompanhamento.

Fatos em apuração destacam o debate sobre a separação entre advocacia e magistratura no país, com impactos na confiabilidade do Judiciário. O leitor pode acompanhar a evolução do caso e, se desejar, deixar sua opinião nos comentários sobre a atuação de juízes que exercem a advocacia e os impactos na credibilidade do Judiciário.

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