Pular para o conteúdo

Com apoio velado de Nunes, Mello Araújo vira favorito do PL ao Senado

Com apoio velado de Nunes, Mello Araújo vira favorito do PL ao Senado
Com apoio velado de Nunes, Mello Araújo vira favorito do PL ao Senado

COMPARTILHE ESSE CONTEÚDO

Resumo: o vice-prefeito de São Paulo, Mello Araújo (PL), desponta como favorito para a vaga de senador na chapa do governador Tarcísio de Freitas, com a definição dependente de visita a Jair Bolsonaro em Brasília, marcada para 18 de abril. Apesar do otimismo de aliados, a sigla encara resistência interna, abrindo espaço para disputas internas e outros nomes cotados para compor o palanque.

A tendência ganhou força entre quem mantém laços próximos a Bolsonaro. A relação entre Mello e o ex-presidente é apresentada como amistosa, o que aumenta as chances do nome no tabuleiro. Em movimento para consolidar o apoio, houve um almoço envolvendo o prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes, e o senador Flávio Bolsonaro, no qual a candidatura de Mello também foi discutida, conforme relatos de pessoas próximas ao setor. O encontro, ainda que simbólico, sinaliza uma leitura favorável a Mello por parte de Bolsonaro e de seus interlocutores.

Dentro do PL, porém, há vozes críticas. A ala ligada ao ex-deputado Eduardo Bolsonaro resiste ao alinhamento total em torno de Mello, abrindo espaço para alternativas entre parlamentares que integram o núcleo do partido. Entre os nomes que aparecem como possíveis primeiros escalões de apoio estão os deputados federais Mario Frias e Marco Feliciano. Na semana passada, uma comitiva de deputados próximos a Eduardo viajou ao Texas para reuniões com o entorno do ex-deputado, sem, contudo, chegar a um consenso definitivo sobre o indicado.

A atuação do entorno de Nunes tem sido alvo de otimismo cauteloso dentro do partido, segundo a cobertura de veículos que acompanham o cenário. O Metrópoles aponta que esse grupo entende real a possibilidade de Mello vencer a corrida, e avalia que a postura do vice-prefeito, ao fiscalizar ações da própria gestão, incomoda parte de aliados e secretários. Mello tem reiterado que sua atuação de fiscalização gera desconforto entre quem prefere manter o status quo e que a candidatura ao Senado recebe apoio de setores da prefeitura. Em meio a esse cenário, ele também esteve envolvido em uma denúncia encaminhada à polícia sobre uma suposta tentativa de grampeá-lo e de abrir uma conta falsa em seu nome para atribuir a ele recursos de uma empresa de ônibus, movimento que aumenta o desgaste político da relação com a gestão municipal.

Do ponto de vista jurídico, a Lei Eleitoral permite que o vice-prefeito concorra ao Senado sem desincompatibilizar-se do cargo, desde que não assuma a prefeitura interinamente nos seis meses que antecedem as eleições, marcadas para outubro. Esse enquadramento facilita a possibilidade de Mello disputar a vaga, mantendo vínculos com a administração municipal sem atuar como chefe interino no período crítico. O cenário, portanto, permanece aberto, com a cidade observando cada movimento para entender como a composição da chapa pode se consolidar e quais impactos isso terá na governança local.

À medida que os próximos dias avançam, a cidade acompanha de perto as movimentações entre partidos, lideranças nacionais e regionais, que devem definir quem representará a região no Senado e quais acordos vão embalar a estratégica eleitoral. Qual é a sua leitura sobre o papel de Mello Araújo e as alternativas em discussão para a chapa paulista? Deixe seu comentário com sua opinião e participe do debate sobre o futuro da cidade no Senado.

COMPARTILHE ESSE CONTEÚDO