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Mulheres fazem ato na Avenida Paulista em defesa do PL da Misoginia

Mulheres fazem ato na Avenida Paulista em defesa do PL da Misoginia
Mulheres fazem ato na Avenida Paulista em defesa do PL da Misoginia

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Manifestantes se reuniram na Avenida Paulista, na região central de São Paulo, para cobrar a aprovação do Projeto de Lei que criminaliza a misoginia, em tramitação na Câmara dos Deputados. O ato, organizado pelo movimento Levante Mulheres Vivas, aconteceu neste sábado (25/4) e ocorreu em frente ao Masp. Enquanto o Senado já havia aprovado o texto há mais de um mês, a Câmara manteve a discussão, sob forte pressão das participantes e de parlamentares que apoiam a proposta.

Mulheres fazem ato na Avenida Paulista em defesa do PL da Misoginia

A concentração começou por volta das 14h, com largely das presentes carregando cartazes e caminhando pela via. O público, predominantemente composto por mulheres, contou com o apoio de parlamentares da oposição e de jovens ativistas. A organização ressaltou a necessidade de transformar a indignação em pauta legislativa, destacando que a aprovação do PL pode significar um marco no combate aos ataques de gênero no país.

Entre as apoiadoras, a deputada Erika Hilton, do PSOL, presidente da Comissão das Mulheres, esteve entre as apoiadoras que discursaram pelo avanço do projeto. O recado foi claro: a sociedade não pode tolerar a misoginia, o racismo velado ou qualquer forma de violência de gênero. As falas enfatizaram que a criminalização da misoginia se aproxima de um marco de proteção às mulheres e de maior responsabilidade institucional para com as vítimas.

Na agenda do dia, também foi divulgada a criação de um Grupo de Trabalho para discutir o PL. O GT será coordenado pela deputada Tabata Amaral, do PSB-SP, e terá duração prevista de 45 dias. Os GTs são comissões temporárias formadas para analisar um tema específico, reunir evidências, ouvir especialistas e interesses diversos e, ao final, apresentar um relatório com encaminhamentos para tramitação formal. Embora não tenham poder deliberativo, esses grupos costumam influenciar o ritmo da pauta e facilitar consensos que ajudam a levar o texto ao plenário.

Nos bastidores, a implantação do GT também é vista como uma estratégia para orientar o debate sem que propostas avancem diretamente nas comissões ou no plenário sem articulação prévia. A formação do grupo indica uma tentativa de conduzir a discussão de maneira mais organizada, agrupando apoiadores de diferentes legendas e buscando consolidar um texto com maior apoio para avançar na Câmara.

O ato em São Paulo, que uniu ativismo, política e militância, revela o calendário de debates que ainda está por vir. Com a pressão popular e a relevância do tema para a agenda de direitos das mulheres, a comunidade política terá de medir forças para encontrar um caminho que atenda às demandas de proteção e de responsabilização social. Em meio a isso, o discurso público reforça a ideia de que a luta contra a misoginia pode ganhar contornos legais mais firmes nos próximos meses e impactar a vida cotidiana das moradoras da cidade e de todo o país.

E você, leitor, que opinião tem sobre a criminalização da misoginia? Quer acompanhar a tramitação deste PL e ficar por dentro de como as discussões evoluem nos próximos dias? Compartilhe seus pensamentos nos comentários e vamos debater os próximos passos dessa agenda que envolve toda a cidade.

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