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Cristãos buscam adivinhação, gerando preocupação entre líderes religiosos na Coreia do Sul

Cristãos buscam adivinhação, gerando preocupação entre líderes religiosos na Coreia do Sul
Cristãos buscam adivinhação, gerando preocupação entre líderes religiosos na Coreia do Sul

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Um levantamento recente aponta que, na Coreia do Sul, um em cada cinco protestantes praticantes recorreu a serviços de adivinhação nos últimos três anos. Além disso, um quarto dos fiéis não se opõe fortemente a portar amuletos. Cultura popular, ansiedade sobre o futuro, fé voltada para prosperidade e erosão da confiança nas cidades e regiões ajudam a explicar esse crescimento, segundo o Christian Daily Korea.

Práticas xamânicas como leitura de sorte, saju e horóscopos, além de amuletos, já fazem parte de um repertório cultural arraigado na sociedade coreana. O que era visto como tabu começa a aparecer com mais frequência na mídia de entretenimento, incluindo YouTube, redes sociais e conteúdos gerados por inteligência artificial, levando jovens a encarar essas práticas como diversão mais do que religião.

Para Dr. Kim Young-han, presidente da Christian Academic Society e professor emérito da Soongsil University, o país vive um “momento cultural pós-cristão” em que tradições xamânicas convivem com o cristianismo. Ele ressalta a necessidade de a igreja preservar a essência bíblica, mesmo diante de um pluralismo que afirma caminhos iguais para a salvação.

O pastor Lee Chun-sung, secretário-geral do Korea Christian Ethics Institute, aponta que a mudança mais visível é tratar a adivinhação como entretenimento. Segundo ele, especialmente entre as gerações mais jovens, saju e horóscopos são consumidos como lazer, o que pode abrir espaço para dependência e confusão entre buscar orientação espiritual em Deus e buscar respostas em práticas xamânicas.

Já o professor Dr. Jung Jae-young, da Seoul Theological University of Practical Studies, vê esse fenômeno como reflexo de fragilidades na vida das igrejas locais. Espaços como cafés de saju funcionam como locais de diálogo sobre medos e decisões, algo que nem sempre é oferecido pela igreja. A rapidez das respostas da adivinhação, aliada à promessa de prosperidade, atrai quem está indisposto a esperar orientação bíblica.

O teólogo Dr. Seo Chang-won, presidente do Korea Institute for Reformed Preaching, alerta que quem se identifica como crente e consulta vidente pode estar correndo o risco de idolatria. Ele lembra que o futuro pertence a Deus e que a fé deve repousar nas Escrituras, não em previsões feitas por espíritos ou por sistemas de adivinhação.

Os especialistas destacam que o desafio é estrutural: é preciso fortalecer o ensino da fé evangélica, manter a relevância das cidades e regiões e oferecer espaços seguros para que os fiéis expressem ansiedades sem temor de exposição. Quando esse equilíbrio falha, a tentação de recorrer a saju, horóscopos ou conteúdos gerados por IA tende a crescer, especialmente entre jovens.

Como você enxerga esse dilema na sua região? Deixe sua opinião nos comentários e compartilhe experiências sobre como as igrejas podem acolher dúvidas sem comprometer a fé. Palavras-chave: tarô, adivinhação, Coreia do Sul, protestantes, igrejas coreanas, saju, horóscopo, IA, prosperidade.

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