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Transexuais presas na Colmeia denunciam estupros por homens que fingem ser mulher

Transexuais presas na Colmeia denunciam estupros por homens que fingem ser mulher
Transexuais presas na Colmeia denunciam estupros por homens que fingem ser mulher

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Resumo Em a Colmeia, ala feminina da Penitenciária Feminina do Distrito Federal, o silêncio não é sinal de paz. Homens cis declarando-se mulheres teriam invadido o espaço feminino para impor controle, gerando medo entre as internas. Autoridades analisam o crescimento de autodeclarações trans, discutem critérios de transferência e reforçam a proteção a servidoras e ao conjunto da cidade.

Infiltração e violência A Colmeia virou palco de uma infiltração inquietante: homens cis se autodeclarando mulheres para ocupar a ala feminina. A coluna Na Mira revelou, em fevereiro, os primeiros relatos de ataques, com agressões extremas quando as internas resistem à presença de quem se passa por mulher. O objetivo dos infiltrados seria dominar o território e impor um regime de terror.

Dados e dimensão Segundo a Seape/DF, houve crescimento expressivo de autodeclarações de identidade trans na unidade. Em 2023, 19 pessoas diziam ser transexuais; até setembro do ano passado, esse número chegou a 86, um aumento de 353%. Somados os homens cis do regime semiaberto e da ala psiquiátrica, o total de detentos do sexo masculino na Colmeia chega a 155, representando 13% da ocupação de 644 internas. Entre as 86 trans, 85 fizeram a autodeclaração após o início do processo, e a transferência depende de autorização da Vara de Execuções Penais (VEP).

Transferência e avaliação A VEP aponta que mudanças de gênero, em muitos casos, ocorrem após o começo do processo, abrindo espaço para questionamentos sobre o fluxo de verificação. A transferência para a ala feminina depende de avaliação com base em documentação, escuta qualificada e avaliação multidisciplinar, sendo revista caso a caso.

Resposta institucional A Seape/DF informou à imprensa que todas as ocorrências são apuradas e, quando necessário, medidas administrativas, assistenciais e operacionais são adotadas. A custódia de mulheres trans obedece aos parâmetros legais vigentes, com autodeclaração reconhecida pela própria custodiada e análise do trânsito de transferência pelo Poder Judiciário. Além disso, as internadas recebem atendimento de saúde, psicológico e acesso a oficinas e ações de promoção da saúde.

O que são as políticas em prática A PFDF oferece acolhimento, acompanhamento psicológico contínuo, atendimento emocional semanal, educação formal, oficinas profissionalizantes e terapêuticas — incluindo crochê — para apoiar a saúde e a qualidade de vida das pessoas trans detidas.

Conclusão Autoridades destacam que a avaliação de transferências deve ser cuidadosa, com fluxo técnico correto e respeito à lei. O objetivo é proteger as pessoas detidas, as servidoras e, acima de tudo, a cidade, buscando evitar abusos e assegurar a segurança de todos os envolvidos.

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