Pular para o conteúdo

Flávio Dino não vê ilegalidade em prisão preventiva de Deolane

Flávio Dino não vê ilegalidade em prisão preventiva de Deolane
Flávio Dino não vê ilegalidade em prisão preventiva de Deolane

COMPARTILHE ESSE CONTEÚDO

O ministro Flávio Dino, do STF, negou a reclamação constitucional apresentada pela defesa de Deolane Bezerra contra a prisão preventiva e manteve a detenção da influencer. O magistrado afirmou não haver ilegalidade na detenção que pudesse embasar a liberação da empresária.

Deolane, associada à facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC), é investigada por um esquema de lavagem de dinheiro. Na decisão publicada no domingo, 24 de maio, Dino ressaltou que a reclamação não poderia ser usada para atropelar etapas processuais ou substituir recursos cabíveis.

“Não detecto manifesta ilegalidade ou teratologia hábil à concessão da ordem de habeas corpus de ofício”, afirmou Dino. Ele pontuou que, nas hipóteses de descumprimento da decisão, a ferramenta a ser utilizada é o recurso, e não a reclamação.

A prisão de Deolane ocorreu na manhã de quinta-feira, 21 de maio, em Barueri, na Região Metropolitana de São Paulo, no âmbito da Operação Vênix. A ação mirou familiares de Marco Willian Herbas Camacho, o Marcola, apontado como líder do PCC. A influencer é acusada de integrar a facção e lavar dinheiro para a alta cúpula criminosa.

Ela foi conduzida ao Departamento de Homicídio e Proteção à Pessoa (DHPP) e passou pela audiência de custódia de forma virtual. A prisão preventiva, decretada pela 3ª Vara do Foro de Presidente Venceslau, foi mantida.

Segundo a investigação, Deolane teria recebido transferências bancárias de uma transportadora criada pelo PCC para o branqueamento de valores. As transações não teriam sido justificadas por serviços advocatícios, mas como parte do fechamento mensal das contas da empresa.

A defesa alegou que a custódia seria ilegal por conta de a investigada ter uma filha menor de idade, o que, segundo precedentes da Corte, poderia justificar prisão domiciliar. O STF, no entanto, considerou evidências de lavagem de dinheiro associadas ao crime organizado e o risco de fuga, já que Deolane chegou a circular pela Itália antes da prisão.

No período investigado, ela acompanhava o andamento do processo de Diogenes Gomes Barros, preso por roubo e identificado pela polícia como integrante do PCC. A investigação segue, com a prisão preventiva mantida e o andamento das apurações.

COMPARTILHE ESSE CONTEÚDO