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OAB pede transferência de presídio ou prisão domiciliar para Deolane

OAB pede transferência de presídio ou prisão domiciliar para Deolane
OAB pede transferência de presídio ou prisão domiciliar para Deolane

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A OAB de São Paulo afirmou acompanhar apenas as prerrogativas profissionais de Deolane Bezerra, advogada e influencer, no habeas corpus ligado ao caso envolvendo o PCC. A Justiça, por sua vez, aceitou a denúncia e tornou Deolane ré em crime de lavagem de dinheiro e organização criminosa, num conjunto de investigações que aponta movimentações milionárias associadas a uma transportadora usada pelo grupo.

Em nota, a OAB-SP ressaltou que a atuação da entidade não decide o mérito das investigações nem a legalidade da prisão ou a defesa da acusada, limitando-se à defesa das prerrogativas profissionais. Em relação a eventuais infrações ético-disciplinares, caberá ao Tribunal de Ética e Disciplina da seccional apurar, assegurando o devido processo, contraditório e ampla defesa.

Na última quinta-feira (18/6), a Justiça aceitou a denúncia apresentada pelo Ministério Público de São Paulo e tornou Deolane Bezerra ré. Segundo documento obtido pelo Metrópoles, ela atuava como receptora de valores ilícitos da Transportadora Lado a Lado, ligada ao PCC, com movimentações incompatíveis com o patrimônio declarado, acima de R$ 27 milhões.

Além dela, foram denunciados o líder da facção, Marcola, seu irmão Alejandro, os sobrinhos Paloma Sanches Herbas Camacho e Leonardo Alexsander Ribeiro Herbas Camacho, e Everton de Souza, conhecido como Player ou Temer, considerado operador financeiro do PCC. A acusação aponta o uso da transportadora como braço financeiro do grupo, com recebimentos de origem duvidosa e aquisição de bens de alto padrão.

A cronologia do caso começa em 2019, quando policiais apreenderam bilhetes de detentos da Penitenciária II de Presidente Venceslau. Em 2021, a operação Lado a Lado revelou a transportadora como instrumento financeiro do PCC e detectou movimentações incompatíveis com a renda declarada. Também houve apreensão de celular com indícios de repasses a Deolane e vínculos com um gestor fantasma da transportadora, o que embasou o desfecho desta denúncia.

O conjunto de investigações indica movimentações milionárias, origem de recursos não esclarecida e aquisição de bens de alto padrão, fortalecendo as acusações contra Deolane e demais envolvidos. As investigações seguem para esclarecer o papel de cada um no esquema.

O conjunto de relatos reforça a atividade de uma rede ligada ao PCC e o papel de Deolane na movimentação financeira, conforme apontado pelo MP. A defesa e a OAB-SP destacam a necessidade de respeitar as prerrogativas e o devido processo, enquanto a Justiça avança no inquérito com novas informações para esclarecer o que aconteceu e quem participou.

E você, o que acha da atuação das prerrogativas profissionais em casos de grande repercussão? Deixe seu comentário e compartilhe sua opinião sobre o andamento deste processo.

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