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Emenda para jogos de Free Fire pagou empresa da produtora de Dark Horse

Emenda para jogos de Free Fire pagou empresa da produtora de Dark Horse
Emenda para jogos de Free Fire pagou empresa da produtora de Dark Horse

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Emenda de meio milhão a um projeto de e?Sports envolvendo uma ONG e a produção de Karina da Gama, proprietária de empresa ligada ao filme Dark Horse, acende o debate sobre o uso de recursos públicos em ações de entretenimento e inclusão digital. Deputado Paulo Bilynskyj indicou a emenda para 2024; a União só transferiu R$ 1 milhão em setembro de 2025 à ONG Instituto Máximo Realiza para viabilizar o campeonato de Free Fire em São Paulo, com gestão terceirizada pela GO7 Assessoria, Produção e Marketing Cultural Ltda.

O evento ocorreu entre 6 e 21 de dezembro do ano passado, reunindo cerca de 600 jovens na capital paulista. O relatório aponta que a verba, destinada à emenda, financiou a organização do campeonato e parte do custeio, com a GO7 contratada para atividades de gestão, produção executiva, palestras e operação estratégica do projeto.

Em nota ao Ministério do Esporte, a ONG disse que as contratações ocorreram por meio de processo seletivo transparente, com análise técnica das propostas e aderência ao plano aprovado.

A atuação do parlamentar se limita à destinação do recurso público para a finalidade prevista. A execução dos valores, bem como eventuais processos de contratação de fornecedores e prestadores de serviço, são de responsabilidade exclusiva da entidade beneficiária, observadas as normas legais e os mecanismos de controle pertinentes.

Karina Ferreira da Gama, empresária à frente da Go Up Entertainment, disse que a GO7 foi contratada para serviços de coordenação, produção, comunicação, logística e contratação de profissionais para o projeto “Jogo é para Todos: Inclusão e Desenvolvimento através do E?Sport”. A iniciativa, segundo a colunista, também está ligada a outras atividades privadas da sócia, como a produção do filme Dark Horse — o que tem provocado questionamentos sobre a relação entre o financiamento público e empreendimentos culturais privados. Em meio a investigações, a Polícia Civil de São Paulo apura possíveis indícios de fraude envolvendo contrato entre a prefeitura da cidade e entidades ligadas ao ICB, apontando risco de desvios de recursos.

A ONG não respondeu à nossa busca por posicionamento. O conjunto de imagens abaixo oferece um vislumbre do episódio, enquanto o desfecho de investigações e futuras prestações de contas ainda estão sob análise das autoridades e da imprensa. Queremos saber sua opinião: você acredita que recursos públicos destinados a esportes e inclusão devem sustentar parcerias com empresas privadas envolvidas em outros projetos culturais?

Agora é com você: comente abaixo o que pensa sobre esse tipo de emenda e sobre o uso de recursos públicos para projetos de esports e cultura. Sua leitura ajuda a entender os impactos dessas decisões na transparência e na gestão de políticas públicas.

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