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Hospital universitário no Rio inaugura era de UTIs Inteligentes no SUS

Hospital universitário no Rio inaugura era de UTIs Inteligentes no SUS
Hospital universitário no Rio inaugura era de UTIs Inteligentes no SUS

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O Hospital Universitário Clementino Fraga Filho, conhecido como Hospital do Fundão, abriu a primeira UTI Inteligente do SUS, integrada à Rede Nacional de Hospitais Inteligentes. Com apoio de IA e big data, a unidade oferece monitoramento avançado, previsão de riscos e priorização de atendimentos, exibindo informações relevantes diretamente no prontuário do paciente e conectividade com ambulâncias 5G para agilizar o atendimento pré-hospitalar.

A inauguração ocorreu neste sábado, com a presença do ministro da Saúde, Alexandre Padilha, que destacou a importância da Inteligência Artificial na gestão das UTIs e na redução do tempo de intervenção.

“Com o uso da Inteligência Artificial, ela pode soltar alarmes da piora daquele paciente a partir dos dados que são monitorados”, descreveu.

Padilha ressaltou ainda que a implementação de UTIs Inteligentes diminui o tempo de tratamento e a fila por atendimento no SUS. “O paciente sai mais rápido da UTI, isso gira mais o leito, e você vai reduzindo o tempo de quem está esperando por uma UTI.”

A iniciativa integra a Rede Nacional de Hospitais Inteligentes, com o planejamento de 14 UTIs Inteligentes e 280 leitos distribuídos por unidades-polo. Ao todo, o Ministério da Saúde prevê um investimento de R$ 180 milhões para essa etapa, que inclui a adoção de cirurgia robótica, medicina de precisão e análises por IA para aprimorar resultados e eficiência. estados e hospitais contemplados:
– São Paulo/SP: Hospital das Clínicas da FMUSP;
– Rio de Janeiro/RJ: Hospital Federal do Bonsuços;
– Rio de Janeiro/RJ: Hospital Universitário Clementino Fraga Filho (HUCFF);
– Belo Horizonte/MG: HC-UFMG;
– Brasília/DF: HUB-UnB;
– Salvador/BA: Roberto Santos;
– Recife/PE: Imip;
– Fortaleza/CE: HGF;
– Teresina/PI: Hospital Getulio Vargas;
– Belém/PA: Hospital Portuguesa;
– Curitiba/PR: Huem;
– Porto Alegre/RS: GHC;
– Dourados/MS: HRD;
– Manaus/AM: Delphina Rinaldi Abdel Aziz.

O projeto também prevê a implantação de cirurgia robótica e análises por IA para melhorar o desfecho clínico e a eficiência. A primeira fase aponta dez leitos em cada unidade e já mira novas etapas de expansão, com metas de ampliar a oferta de serviços de alta precisão para todo o país.

Ainda dentro da rede, o Ministério destinou R$ 4,8 bilhões para a implementação do primeiro hospital inteligente do país, o Instituto Tecnológico de Medicina Inteligente (ITMI) que fará parte do Hospital das Clínicas da USP. O ITMI devem atender cerca de 20 mil pacientes por ano e ter 800 leitos dedicados a emergências, com início previsto para 2027. O financiamento inclui R$ 1,7 bilhão do Novo Banco de Desenvolvimento (Banco do Brics), com prazo de pagamento de 30 anos, via programa Agora Tem Especialistas.

Durante a visita, o HU/UFRJ inaugurou o primeiro acelerador linear da instituição, um equipamento de radioterapia que reduz o tempo de tratamento e preserva mais os órgãos próximos ao tumor. O custo foi de R$ 3,4 milhões, e a meta é ampliar para 70 unidades desse tipo no SUS ainda neste ano. Padilha afirma que as inaugurações são “um passo para que o SUS e a universidade pública brasileira liderem a revolução tecnológica e digital” na saúde.

O médico epidemiologista e reitor da UFRJ, Roberto Medronho, enxerga o investimento como retorno à liderança acadêmica e clínica.

“Voltaremos a ser o que éramos no passado. A incorporação tecnológica na área da saúde era feita nas nossas unidades. Com iniciativas como essa, vamos voltar a ter esse protagonismo.”

E você, o que acha dessas inovações? Como essas iniciativas podem impactar o atendimento na sua região? Deixe seu comentário com sua opinião sobre o uso de IA, redes de hospitais inteligentes e tecnologias de ponta na saúde pública.

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