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STF suspende ordem de desocupação em terra indígena de Porto Seguro

STF suspende ordem de desocupação em terra indígena de Porto Seguro
STF suspende ordem de desocupação em terra indígena de Porto Seguro

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O STF suspendeu, de forma provisória, a ordem de desocupação da Terra Indígena Aldeia Velha, em Porto Seguro, evitando até o julgamento dos recursos a retirada de cerca de 2 mil Pataxó da área. A decisão, assinada pelo ministro André Mendonça, interrompe os efeitos da determinação expedida no início de junho pela Vara Federal de Eunápolis e mantém a comunidade na região até nova avaliação do Supremo.

A suspensão ocorreu após manifestação da Procuradoria-Geral da República (PGR), que pediu a preservação da situação atual enquanto os recursos tramitam no STF. Com isso, permanece o impasse entre ocupantes da área e proprietários rurais, que tem sido pauta de disputas judiciais envolvendo posse, demarcação e uso do território tradicional.

Hoje, cerca de 650 famílias continuam na Aldeia Velha, e a ordem não pode gerar novas ocupações nem ampliar as já existentes até o julgamento definitivo. A decisão é vista como um alívio temporário para a comunidade, que reivindica o território como parte de seus direitos ancestrais e históricos.

Aldeia Velha foi homologada em 2024 como Terra Indígena e abriga marca histórica de Mata Atlântica, sítios arqueológicos, uma unidade de saúde e uma escola indígena que atende 235 estudantes. O território é alvo de uma intensa disputa judicial envolvendo a posse e a demarcação, com a comunidade Pataxó buscando reconhecimento de seus direitos tradicionais.

Segundo o governo estadual, a Secretaria de Promoção da Igualdade Racial e dos Povos e Comunidades Tradicionais (Sepromi) acompanha as negociações em Brasília, buscando vias de solução que respeitem os direitos dos povos tradicionais e a proteção ambiental da área. A decisão do STF mantém a análise em curso, sem prever desfechos rápidos, mas reforça que quaisquer mudanças devem respeitar o processo judicial em andamento.

E você, o que pensa sobre a proteção de territórios indígenas em disputas com proprietários rurais? Deixe sua opinião nos comentários e participe da discussão sobre demarcação, direitos tradicionais e preservação ambiental.

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