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Ao lado de líderes de direita, Lula participa da Cúpula do Mercosul

Ao lado de líderes de direita, Lula participa da Cúpula do Mercosul
Ao lado de líderes de direita, Lula participa da Cúpula do Mercosul

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A 68ª Cúpula do Mercosul, em Assunção, reúne líderes de direita para discutir novas parcerias e o papel do bloco na integração regional, enquanto Lula coordena agendas no Paraguai e no Brasil, destacando a importância da cooperação sul-americana neste momento político.

Ricardo Stuckert / PR
Presidente Lula e o presidente do Paraguai, Santiago Peña

A presença confirmada de Lula, junto com Javier Milei (Argentina), Santiago Peña (Paraguai), Yamandú Orsi (Uruguai), Rodrigo Paz (Bolívia), José Antonio Kast (Chile) e Daniel Noboa (Equador), ilustra a força da direita na região. O Mercosul é visto como ferramenta essencial de integração, especialmente diante da percepção de possível enfraquecimento de fóruns multilaterais como Celac e Unasul.

A participação de Lula na cúpula deve ser curta: chega pela manhã e retorna ao Brasil no início da tarde, sem grandes encontros bilaterais. Ainda hoje, ele participa, em Brasília, do lançamento do Plano Safra para a agricultura familiar, às 17h, no Palácio do Planalto, reforçando o ritmo de compromissos na semana que antecede o defeso eleitoral.

Entre os temas, destaca-se o anúncio de negociações para um acordo de livre comércio com o Japão. O processo deve abrir caminho para rodadas que envolvam bens, serviços e compras governamentais. Além disso, o Mercosul mantém tratativas com Canadá, Emirados Árabes Unidos e Índia, visando avanços nos próximos meses.

Sob o olhar global, a cúpula também encara a crise na Venezuela, abalada por terremotos que deixaram 1.719 mortos e mais de 5 mil feridos. Brasil, Argentina e Paraguai já enviam ajuda humanitária, com equipamentos, medicamentos e equipes de resgate. O governo brasileiro resgatou 13 brasileiros; a Venezuela decretou estado de emergência. A ONU estima mais de 50 mil desaparecidos, com Caracas e La Guaira entre as áreas mais atingidas.

A reunião ocorre em meio ao período que antecede o defeso eleitoral, que restringe inaugurações públicas por candidatos ao pleito de outubro, limitando, assim, a margem de manobra de governos regionais.

Como você vê o peso do Mercosul neste momento de mudanças regionais e que parcerias devem avançar nos próximos meses? Compartilhe sua leitura nos comentários e conte sua opinião sobre o futuro da integração sul-americana.

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