Estudo aponta que 64,8% dos mortos em operações policiais no Brasil em 2025 eram jovens negros de até 29 anos
Um estudo da Rede de Observatórios da Segurança aponta que jovens negros de até 29 anos, moradores de periferias e favelas, representaram 64,8% das vítimas de operações policiais no Brasil em 2025. No total, 4.330 pessoas foram mortas pela polícia, das quais 2.804 eram jovens negros nessa faixa etária, incluindo 312 crianças e adolescentes. O aumento de 6,4% em relação a 2024 está comprovado em dados de nove estados: Amazonas, Bahia, Ceará, Maranhão, Pará, Pernambuco, Piauí, Rio de Janeiro e São Paulo. O material integra a sétima edição do relatório Pele Alvo: entre racismo e letalidade. Palavras-chave: violência policial, jovens negros, Brasil, observatórios da segurança, Pele Alvo.
Pelo estudo, os pesquisadores destacam que pessoas negras enfrentam, na média, um risco quatro vezes maior de perder a vida em confrontos com a polícia do que pessoas brancas, quando as taxas são medidas por 100 mil habitantes, por estado monitorado. A distribuição geográfica reforça a vulnerabilidade de comunidades periféricas diante da violência estatal, especialmente entre jovens negros na faixa etária citada.
A Rede de Observatórios, criada para acompanhar políticas públicas de segurança e fenômenos de violência, integra o Centro de Estudos de Segurança e Cidadania. A sétima edição do Pele Alvo busca contextualizar como o racismo estrutural se traduz em letalidade e indicar caminhos para resposta governamental e social.
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