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Governo Lula levou aos EUA “mapa” de compensações para evitar tarifaço

Governo Lula levou aos EUA “mapa” de compensações para evitar tarifaço
Governo Lula levou aos EUA “mapa” de compensações para evitar tarifaço

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Resumo: O Brasil apresentou aos EUA um “mapa do caminho” para evitar a tarifa de 25% sobre importações, propondo ampliar controles em áreas da Seção 301 da Lei de Comércio de 1974 — incluindo comércio digital, proteção à propriedade intelectual, combate à corrupção, etanol e desmatamento ilegal. O documento sinaliza possíveis reduções tarifárias em três setores, mantendo o Pix fora das negociações. O prazo para decisão é 15 de julho, com audiência pública prevista para 6 de julho.

Durante a quarta rodada de negociações, em 2/7, o governo do presidente Lula apresentou o documento aos Estados Unidos. O representante de comércio exterior, Jamieson Greer, participou, ao lado do ministro Márcio Elias Rosa e equipes do MDIC. O objetivo é demonstrar que as áreas sob investigação não distorcem o comércio com os EUA, ampliando medidas já em vigor para assegurar neutralidade das políticas.

O Pix não está em negociação e não integra o documento. O governo sinaliza também que três setores — máquinas e equipamentos, saúde e tecnologia da informação — podem receber reduções tarifárias, totalizando cerca de 300 linhas tarifárias. A ideia é abrir espaço para importações norte?americanas sem prejudicar o equilíbrio comercial.

O tempo é curto. A administração Trump, atual presidente dos EUA, tem até 15 de julho para decidir sobre a recomendação de aplicar a sobretaxa. Técnicos dos dois lados devem se reunir novamente no começo da próxima semana, preparando?se para um encontro de alto nível antes do prazo.

Audiência pública da USTR ocorrerá em 6 de julho, com pelo menos 13 inscritos defendendo tarifas, entre 84 no total. Entre eles, o senador Flávio Bolsonaro e o influenciador Paulo Figueiredo. Empresas e associações norte?americanas que alegam prejuízos no mercado brasileiro devem falar na sessão aberta à sociedade.

Nova tarifa: a tarifa de 25% foi recomendada pela USTR após investigação sob a Seção 301. O governo brasileiro contesta as acusações, argumentando que a análise mistura divergências políticas com questões internas. O Itamaraty afirma que não há evidências de dano ao comércio e que o Pix não exclui empresas estrangeiras, citando exemplos como o Google Pay e a autorização da Visa para operar no ecossistema.

E você, acha que há espaço para um acordo neste ritmo de negociação? Compartilhe sua opinião nos comentários sobre os próximos passos e como isso pode impactar as relações comerciais Brasil–Estados Unidos.

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