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Rio terá política de ordenamento urbano nas praias da zona sul

Rio terá política de ordenamento urbano nas praias da zona sul
Rio terá política de ordenamento urbano nas praias da zona sul

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Nova política permanente de ordenamento urbano foi anunciada pela prefeitura do Rio para reorganizar a orla das praias de Leme, Copacabana, Ipanema e Leblon. O objetivo é recuperar espaços públicos, coibir atividades sem autorização e proteger quem trabalha dentro da lei, com ações diárias e início previsto para o dia 16.

“Vender produto de origem ilegal ou alugar equipamento de origem criminosa é crime. O recado é claro: a partir do início dessa operação, a tolerância será zero”, afirmou o prefeito Eduardo Cavaliere, destacando o endurecimento das medidas para impedir ocupação ilegal e promover atividades econômicas formais.

A prefeitura detalha um programa com 69 pontos estratégicos de fiscalização e 320 agentes mobilizados diariamente, distribuídos em turnos de 12 horas (somando 160 agentes por turno). Drones e câmeras do Centro de Operações e Resiliência ampliarão o monitoramento e apoiarão as equipes em campo.

Já na fase de investigação, a administração aponta 22 depósitos irregulares ligados a estruturas de armazenamento, abastecimento e arrecadação do comércio não autorizado. A irregularidade envolve cobrança por pontos de venda, exploração financeira de ambulantes, locação clandestina de barracas e equipamentos, além da venda de mercadorias sem origem comprovada.

O funcionamento ilegal envolve cerca de 1.000 ambulantes e movimenta aproximadamente R$ 100 milhões por ano apenas com locação clandestina de pontos, depósitos e equipamentos. O objetivo é desarticular as cadeias que sustentam esse comércio irregular e cortar fontes de financiamento do crime organizado.

Ambulantes — o programa prioriza a proteção de comerciantes autorizados, que poderão manter suas atividades conforme as normas municipais. Antes das ações, a Secretaria de Ordem Pública emitirá Termo de Orientação com informações sobre regras e restrições de uso do espaço público. A prefeitura garantirá espaços para atividades legais, como a Feira Noturna e a Feirarte de Copacabana, além de dois imóveis destinados à implantação de depósitos legalizados na região.

Emprego — trabalhadores que desejarem deixar a informalidade poderão ser encaminhados ao Oportunidades Cariocas, portal da prefeitura que oferece orientação, qualificação profissional, inclusão produtiva, vagas de emprego e acesso a outros programas municipais. Nos últimos cinco anos, a cidade criou 393,4 mil empregos formais, segundo o Caged.

Este conjunto de ações demonstra o foco da gestão em cidade mais segura e economia mais formal. E você, o que acha dessa estratégia para equilibrar ocupação de espaços públicos, proteção ao comércio legal e combate ao crime organizado? Compartilhe sua opinião nos comentários e participe da discussão sobre o futuro da orla carioca.

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