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Meta inicia produção de chip de IA próprio em setembro, diz agência

Meta inicia produção de chip de IA próprio em setembro, diz agência
Meta inicia produção de chip de IA próprio em setembro, diz agência

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A Meta planeja iniciar, em setembro, a fabricação de seu chip de IA Iris, desenvolvido para o projeto MTIA (Meta Training and Inference Accelerators). O objetivo é reduzir a dependência de fornecedores como Nvidia e AMD e avançar na construção de uma linha de chips feita internamente, conforme memorando obtido pela Reuters.

Os testes do Iris foram concluídos em apenas seis semanas e não foram encontrados problemas graves, segundo o documento. Esse prazo é consideravelmente mais curto do que o usual para esse tipo de desenvolvimento, sinalizando um avanço importante após dificuldades relatadas desde o lançamento há mais de cinco anos.

A Meta trabalha com a Broadcom para o design do chip e com a Taiwan Semiconductor Manufacturing Company (TSMC) para a fabricação — a mesma parceria adotada por outras grandes empresas que desenvolvem silício próprio. O Iris surge como complemento às GPUs adquiridas da Nvidia e da AMD, ajudando a reduzir custos operacionais e a ampliar a autonomia em suprimentos.

No documento, a Meta detalha planos ambiciosos de infraestrutura: sete gigawatts em 2026 e 14 gigawatts em 2027. Para sustentar esse crescimento, foram fechados acordos de fornecimento de longo prazo com a Samsung Electronics (chips de memória), SanDisk (armazenamento) e Sumitomo Electric (fibra óptica). O investimento total em infraestrutura de IA neste ano pode chegar a US$ 145 bilhões, em meio a um cenário em que o setor pode somar mais de US$ 700 bilhões em gastos globais.

O Iris foi apresentado pela Meta para reforçar o uso de silício próprio, em complemento às GPUs mais recentes. A empresa também revelou a intenção de lançar um novo chip a cada seis meses até 2027, ritmo bem acima do padrão da indústria. Analistas destacam que a pressão por memória e chips de IA já está elevando custos, alimentando preocupações macroeconômicas sobre o chamado chipflação.

À medida que a Meta avança nesse caminho, fica evidente o esforço para reduzir dependências externas e acelerar a inovação em IA. E você, o que acha dessa aposta em chips próprios para IA e a corrida por infraestrutura mais poderosa? Deixe seu comentário com sua visão sobre o impacto desse movimento no mercado de tecnologia e nos preços de componentes.

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