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Com incerteza da guerra, governo busca saída para subsídio da gasolina

Com incerteza da guerra, governo busca saída para subsídio da gasolina
Com incerteza da guerra, governo busca saída para subsídio da gasolina

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Brasil

Equipe econômica do governo adia decisão sobre corte do benefício na gasolina diante do risco de alta do petróleo e pressões sobre inflação

KEBEC NOGUEIRA/METRÓPOLES @kebecfotografo
Com incerteza da guerra, governo busca saída para subsídio da gasolina

A equipe econômica adiou a decisão sobre manter ou retirar o subsídio à gasolina, diante de um cenário externo instável que pode pressionar o petróleo ainda nas próximas semanas. O componente interno, ligado à inflação, também é levado em conta pela pasta.

O ministro da Fazenda, Dário Durigan, resumiu a avaliação: o petróleo segue volátil e o risco de novas oscilações no mercado internacional exige cautela para não piorar a inflação.

“Eu tinha a expectativa, sim, de tirar a subvenção da gasolina em um prazo mais curto. Mas de novo, a situação da guerra se agrava, no que a gente ouviu foi uma declaração do presidente dos Estados Unidos dizendo que o cessar-fogo estava encerrado e que o acordo de paz já não seria mais executado nos termos e que estava sendo planejado. O que nos acende o sinal de alerta”, explicou.

A discussão ocorre em meio à tentativa do governo de reduzir o custo fiscal das medidas emergenciais adotadas para conter a alta dos combustíveis.

A política de subsídios a combustíveis foi criada para amortecer choques externos, mas é temporária e depende do comportamento do mercado mundial.


Entenda a nova crise entre Irã e EUA

  • O presidente americano informou o fim de acordo após nova escalada e bombardeio de navios no Estreito de Ormuz;
  • O republicano afirmou que o entendimento perdeu sentido diante das “hostilidades recentes”;
  • O Irã acusa os EUA de violar termos do acordo de paz, citando ataques e pressões contínuas;
  • As negociações já estavam fragilizadas, com o Irã sinalizando que não dialogaria sob pressão militar;
  • O clima de tensão geopolítica aumenta a incerteza nos mercados globais.

Medidas para conter os preços dos combustíveis

As ações do governo visam reduzir impactos da alta internacional dos combustíveis. O petróleo em alta elevou o custo final nas bombas, levando o país a adotar subsídios e cortes de impostos para evitar repasses imediatos ao consumidor.

No caso da gasolina, o subsídio chegou a cerca de R$ 0,44 por litro. O benefício é visto como temporário, condicionado ao comportamento do mercado internacional.

Medidas já anunciadas incluem:Subvenção ao diesel; Isenção de impostos federais sobre o biodiesel; Subvenção ao gás de cozinha; Subvenção ao querosene de aviação (QAV); Subvenção para a gasolina.

A atual incerteza está ligada ao risco de nova escalada no Oriente Médio, que pode manter a volatilidade do barril. A equipe econômica entende que o ideal é encerrar gradualmente os subsídios, desde que o petróleo se estabilize em patamares mais baixos. A desmontagem parcial de medidas emergenciais já começou, como a suspensão da subvenção ao diesel.

Relação com o Congresso Nacional

No Congresso, a Medida Provisória que autoriza subsídios aos combustíveis foi prorrogada por mais 60 dias, sinalizando a ausência de consenso sobre a melhor saída. O presidente da Câmara, Hugo Motta, informou que os líderes levarão a voto um projeto que cria um mecanismo de compensação pela perda de arrecadação com a redução de impostos.

O PLP enviado pelo governo visava permitir o uso de receitas extraordinárias com petróleo para compensar subsídios, mas o texto sofreu alterações ao longo do caminho. A leitura é de que a estratégia será gradual, com decisões calibradas semanalmente, já que as incertezas geopolíticas dificultam abrir mão dos mecanismos de proteção aos preços.

Comente abaixo: você acha que vale manter, retire ou ajuste gradualmente os subsídios aos combustíveis? Como isso pode impactar o bolso do consumidor e a inflação nos próximos meses?

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