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Planetas mais comuns da galáxia podem esconder oceanos ‘invisíveis’

Planetas mais comuns da galáxia podem esconder oceanos ‘invisíveis’
Planetas mais comuns da galáxia podem esconder oceanos ‘invisíveis’

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Uma pesquisa da Universidade de Chicago aponta que a classe de exoplanetas chamada sub-Netunos pode abrigar quantidades de água maiores do que se pensava, concentradas em camadas profundas. O estudo, publicado no The Astrophysical Journal, sugere que essa água fica além do alcance direto dos instrumentos atuais, como o Telescópio Espacial James Webb.

Os sub-Netunos são uma das populações mais comuns na galáxia, menores que Netunos, mas ainda assim não rochosos como a Terra. Não há um equivalente direto no Sistema Solar, o que leva os cientistas a recorrer a modelos e simulações para entender a composição interna desses mundos, já que as informações da atmosfera nem sempre refletem o que acontece no interior.

Imagem: divulgação/NASA

Para investigar essa relação entre atmosfera e interior, a equipe focalizou o exoplaneta TOI-270 d, na constelação de Pictor. Observações do James Webb identificaram sinais de hidrogênio, metano e dióxido de carbono na atmosfera, o que, segundo os autores, pode apontar para grandes volumes de água escondidas em camadas profundas, difíceis de observar diretamente.

Recriação artística do telescópio James Webb
Observações do telescópio James Webb ajudam a entender o futuro de mundos como o nosso. – Imagem criada por inteligência artificial (ChatGPT / Olhar Digital)

Mas a água não se comporta da mesma forma em ambientes extremos. O estudo mostra que ela pode se separar do hidrogênio, migrando para regiões mais profundas em planetas com atmosferas frias ou com muito conteúdo de água, o que deixaria o sinal da água invisível aos telescópios.

Ao revisitar modelos, os pesquisadores perceberam que pequenas variações na composição interna podem alterar a distribuição de materiais, tornando a ligação entre atmosfera e interior ainda mais complexa. A coautora Eliza Kempton ressalta que, com as técnicas atuais, não é possível confirmar se TOI-270 d pertence ao grupo que esconde água em profundidade, nem excluí-lo com certeza.

Exemplo de um sub-Netuno
Representação artística de um sub-netuno – Imagem: NASA, ESA, CSA, Dani Player (STScI)

Além disso, entender a água pode iluminar a formação de planetas. Segundo a coautora Leslie Rogers, a água tem densidade intermediária e pode ser imitável por uma mistura de rocha e gás, o que complica a detecção apenas pela atmosfera. A autora principal, Caroline Piaulet-Ghorayeb, reforça que é muito provável que haja muito mais água do que as observações atmosféricas sugerem, mantendo aberta a pergunta sobre o interior dos sub-Netunos.

Em resumo, os resultados destacam que a água desempenha um papel essencial para entender a formação de mundos distantes, ainda que as atmosferas não contem toda a história. Observações modernas ajudam, mas a história completa depende de modelos e de interpretações cautelosas sobre o interior desses planetas.

E você, o que acha dessa ideia de água escondida em exoplanetas? Deixe sua opinião nos comentários e participe da conversa sobre como novas descobertas podem mudar nossa visão do que há por trás das atmosferas alienígenas.

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