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Juliano Floss entra na mira de sindicato após escalação em novela

Juliano Floss entra na mira de sindicato após escalação em novela
Juliano Floss entra na mira de sindicato após escalação em novela

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O SATED-RJ, Sindicato dos Artistas e Técnicos em Espetáculos do Rio de Janeiro, reagiu à confirmação da participação de Juliano Floss em Paraíso Perdido, novela original do Globoplay, por ele não possuir o Registro Profissional (DRT). O órgão destaca que trabalhos no audiovisual devem respeitar a legislação e informou acompanhar o caso com atenção.

Floss, influenciador digital e ex-BBB, foi escalado para interpretar Heitor, filho de Werneck, na produção inspirada na peça Bonitinha, mas Ordinária, de Nelson Rodrigues. A confirmação, apurada pelo Play, do jornal O Globo, indica que o influenciador passou nos testes para integrar o elenco da novela.

Nada contra os influenciadores digitais, mas temos vários artistas desempregados que não têm essa visibilidade porque não têm seguidores. Precisamos parar com isso e valorizar os operários da arte e a classe artística, que realmente dá lucro para a empresa

De acordo com Hugo Gross, presidente do SATED-RJ, o sindicato ainda não recebeu comunicado oficial sobre a contratação, mas afirmou que acompanhará o caso de perto. “Estamos de olho, porque tem que haver oportunidade para todo mundo: para gays, travestis, pessoas da periferia e para os atores que precisam trabalhar”, afirmou.

O dirigente também esclareceu que as emissoras podem lançar novos talentos desde que cumpram os trâmites legais. “É direito da emissora ou de qualquer produtora lançar novos talentos e solicitar autorização especial para um produto específico. A instituição avalia cada caso. Com o tempo, a experiência e os trabalhos realizados, o artista reúne os requisitos para o registro profissional”, explicou.

A coluna Play, do jornal O Globo, aponta que Juliano Floss deverá estrear como ator em Paraíso Perdido, na novela que está sendo produzida pelo Globoplay. Segundo a reportagem, ele deve interpretar Heitor, filho de Werneck, na trama que envolve Alexandre Nero. A obra é descrita como uma adaptação da peça Bonitinha, mas Ordinária, de Nelson Rodrigues, centrada em um triângulo envolvendo pai, filho e a mesma mulher.

E você, o que pensa sobre a presença de influenciadores em papéis de dramaturgia tradicional? Acredita que há espaço para novas vozes sem deixar de valorizar profissionais com registro? Conte sua opinião nos comentários e participe dessa discussão sobre o futuro do audiovisual no país.

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