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MPSP reabre apuração sobre verba de rodovias após relatório do TCE

MPSP reabre apuração sobre verba de rodovias após relatório do TCE
MPSP reabre apuração sobre verba de rodovias após relatório do TCE

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Resumo: o procurador-geral de Justiça de São Paulo reabriu uma apuração preliminar sobre repasses a concessionárias de rodovias, com base em um relatório técnico que aponta distorções na metodologia usada pela Artesp para calcular reequilíbrios durante a pandemia.

Centro de Controle de Informações/Artesp/Reprodução
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A decisão de reabrir a investigação foi tomada por Paulo Sérgio de Oliveira e Costa, que revisa o caso após a divulgação de um relatório técnico sobre verbas destinadas às concessionárias de rodovias em São Paulo. O documento chamou atenção para possíveis distorções no reequilíbrio financeiro previsto nos contratos, que podem ter inflado valores durante a pandemia.

Segundo o Metrópoles, o Tribunal de Contas do Estado de São Paulo (TCE-SP) apontou distorções e indicações de valores potencialmente inflados nos reequilíbrios atribuídos às concessionárias, atribuídas às perdas relacionadas à Covid-19. O governo estadual, porém, afirmou que o relatório não comprova pagamentos indevidos e que o governo não foi notificado formalmente sobre irregularidades.

A apuração teve início após representação do deputado Antonio Donato (PT), que citou um possível desequilíbrio financeiro estimado em R$ 2,5 bilhões. Embora o TCE-SP tenha registrado parcial procedência na avaliação inicial, o processo foi arquivado na época pelo conselheiro Wagner Rosário. O Ministério Público de São Paulo (MPSP) também havia arquivado uma ação semelhante, mas o procurador-geral decidiu reabrir a investigação em 13/7, para cobrar esclarecimentos do governo estadual.

O parecer técnico do TCE-SP aponta que a Artesp utilizou o período de março de 2020 a dezembro de 2022 para calcular os impactos, o que, na avaliação dos técnicos, pode ter ampliado os valores reconhecidos, já que parte do tráfego já caminhava para recuperação. A crítica também envolve a combinação de dados de tráfego total, sem separar veículos leves de pesados, o que poderia distorcer os valores transferidos às concessionárias. Além disso, a auditoria aponta que o uso das Taxas Internas de Retorno (TIR) originais pode não refletir a realidade econômica da pandemia, gerando distorções entre contratos.

A Artesp sustenta que o TCE-SP não apontou pagamentos inflados no processo e que o caso teve origem em representação de um deputado, não em fiscalização oficial. A agência afirma ter apresentado esclarecimentos e documentos solicitados e que o procedimento foi arquivado após a análise. Ainda assim, o TCE-SP continuará avaliando o andamento das contas das concessionárias de rodovias paulistas, considerando o parecer em seus julgamentos.

Como fica a participação da sociedade: o debate segue em aberto, com perguntas sobre o impacto fiscal, orçamentário e patrimonial dos reequilíbrios já reconhecidos ou em fase de apuração. O tema revela a importância de transparência na gestão de concessões e de tornar públicos os critérios usados para medir impactos da pandemia sobre contratos públicos. Queremos ouvir você: o que acha das decisões e dos argumentos apresentados? Deixe seu comentário abaixo e compartilhe sua opinião.

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