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“O Brasil não aguenta mais quatro anos de cotas”, afirma Zema em SP

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“O Brasil não aguenta mais quatro anos de cotas”, afirma Zema em SP

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São Paulo

Durante evento, Zema também reforçou discurso contra o STF ao defender o impeachment de Moraes e criticar Gilmar Mendes

Luis Nova/Metrópoles @LuisGustavoNova
O pré-candidato a presidente pelo Novo, Romeu Zema, em evento da Confederação Nacional da Indústria

O ex-governador de Minas Gerais e pré-candidato à Presidência pelo Novo, Romeu Zema, esteve em São Paulo neste fim de semana e aproveitou o encontro para reiterar críticas às políticas de cotas, anunciar planos de privatizar a Petrobras e mirar o STF, principalmente os ministros Alexandre de Moraes e Gilmar Mendes. Em tom firme, ele apresentou um conjunto de metas para o seu eventual governo, organizadas em três missões: retomar territórios dominados por facções criminosas, acabar com privilégios e conflitos de influência envolvendo políticos e magistrados e promover crescimento econômico.

Durante o discurso, Zema afirmou que o Brasil não aguenta mais quatro anos de políticas de cotas e doutrinação progressista nas escolas, destacando a necessidade de um caminho mais direto para a reta final das reformas.

Sobre o STF, o ex-governador deixou claro que pretende ampliar sua linha de ataque e, nesta eleição, construir uma maioria no Senado para aprovar o impeachment de Alexandre de Moraes. Ele voltou a criticar Gilmar Mendes, afirmando que não se calará. Em suas palavras, a luta contra a corrupção e o tráfico de influência sempre moveu a sua trajetória política, citando, entre outros pontos, ligações percebidas entre figuras públicas e organíz os como a CBF como parte de uma “teia” de poder obstructiva.

Em entrevista coletiva, Zema comentou as pesquisas de opinião, que o colocam na faixa dos 3% das intenções de voto, e disse acreditar que o debate pode impulsionar seu desempenho. Ele lembrou a vit&243;ria de 2018 em Minas, quando a visibilidade nos debates ajudou o seu nome a ganhar tração entre os eleitores.

Antes de Zema, Ricardo Salles, pré-candidato ao Senado por São Paulo pelo Novo, também subiu o tom. O parlament ar criticou adversários, chegou a usar um boneco de pano do presidente Lula durante a fala e o chamou de “filho da puta” ao atacar a esquerda. Salles também fulminou Marina Silva e Simone Tebet, e criticou o centrão, citando André do Prado, presidente da Assembleia Legislativa de São Paulo, como expoente de uma linha política sem pr ind. O estilo duro de Salles e as impugnações pessoais sinalizam a defesa de um discurso combativo dentro do Novo, alinhado com a estrategia de confrontação com opositores.

O tom das falas de Zema e Salles reforça uma leitura clara: o Novo aposta em uma agenda de ruptura com o status quo, fortalecendo a crítica a instituições e elencando reformas profundas como eixo de campanha. A passagem por São Paulo mostrou uma dupla de líderes prontos para enfrentar adversários com uma retôrica de confronto direto, ainda que com o desafio de ampliar o apoio popular.

E, você o que acha dessa postura? Acredita que ataques a tribunais e a ações de custos estão no caminho certo ou prefere propostas de consenso para avançar reformas estruturais? Compartilhe suas opiniões nos comentários e participe da conversa.

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