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Campanha de Tarcísio planeja desgaste de Haddad por atuação em Itaipu

Campanha de Tarcísio planeja desgaste de Haddad por atuação em Itaipu
Campanha de Tarcísio planeja desgaste de Haddad por atuação em Itaipu

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Resumo: A estratégia de reeleição do governador Tarcísio de Freitas se ancora na exposição de Haddad como peça-chave, por ter atuado no Conselho de Administração da Itaipu Binacional, aliada a uma vitrine de obras prometidas e a um redesenho de alianças políticas para vencer já no primeiro turno.

No foco de ataques, Haddad é apresentado como alvo central. O ex-ministro da Fazenda integrou o conselho da Itaipu Binacional entre abril de 2023 e março de 2026, antes de concorrer ao governo de São Paulo. A empresa não divulga a remuneração dos conselheiros, mas sabe-se que as gratificações chegam a dezenas de milhares de reais por participação em reuniões bimestrais e encontros extraordinários, alimentando críticas sobre a transparência da posição.

Essa pauta é complementada por um impasse tarifário na Itaipu, ligado ao não cumprimento de uma expressiva redução na conta de luz prometida após a quitação da dívida de construção em 2023. O tema é apresentado como evidência de problemas, usado para questionar a efetividade da gestão de Haddad e, por extensão, da coordenação fiscal do governo estadual.

No campo das obras, a estratégia aposta na vitrine de entregas rápidas: o primeiro trecho do Rodoanel, o monotrilho da Linha 17-Ouro e a Linha 6-Laranja do metrô. Para assegurar presença do governador nos atos, parte das etapas foi adiantada, com a gestão autorizando cerca de R$ 3,7 bilhões adicionais para concluir a primeira fase antes do pleito, fortalecendo a narrativa de avanço e eficiência.

Na montagem de alianças, Tarcísio tenta reduzir o leque de adversários para melhorar as chances no primeiro turno. O secretário de governo, Roberto Carneiro, dialogou com pré-candidatos como Paulo Serra e Kim Kataguiri, que acabaram desistindo da corrida, facilitando a migração de votos para o governador. A equipe também monitora ataques sobre temas sensíveis, como a privatização da Sabesp e o sistema de pedágio Free Flow. A relação com Flávio Bolsonaro é mantida em tom cauteloso, com expectativa de que, em caso de reeleição, haja suporte ampliado ao hoje aliado na eventual disputa ao Planalto.

A convenção do PSD, marcada para 26 de julho, aparece como palco de apoio ao governador, mesmo com nomes fortes na corrida presidencial. A estratégia evita contatos diretos entre Tarcísio e o candidato da chapa presidencial para não diluir o palanque. Se você concorda com essa leitura, deixe seu comentário abaixo e compartilhe sua visão sobre como as alianças e as obras podem influenciar o resultado nas urnas.

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