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Cientistas encontram sinais raros do Tiranossauro Rex em ossos de 66 milhões de anos

Cientistas encontram sinais raros do Tiranossauro Rex em ossos de 66 milhões de anos
Cientistas encontram sinais raros do Tiranossauro Rex em ossos de 66 milhões de anos

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Resumo: pesquisadores da Universidade de Loma Linda analisaram mais de 3 mil ossos de dinossauros encontrados em Wyoming e identificaram apenas quatro com marcas compatíveis com mordidas do Tyrannosaurus rex, evidenciando que esse tipo de assinatura é raro e pode ter origens naturais ou decorrentes da decomposição.

Localizados na Formação Lance, no nordeste de Wyoming, os fósseis remontam a cerca de 66 milhões de anos, preservando uma grande concentração de ossos de Edmontosaurus annectens, um dinossauro herbívoro. Ao longo de duas décadas de escavações, o chamado bonebed reuniu restos de vários animais misturados, sem esqueletos completos.

Entre milhares de fragmentos, a equipe encontrou apenas 13 ossos com marcas que lembram mordidas. Após análises detalhadas, apenas quatro apresentaram características que sugerem a atuação de Tyrannosaurus rex, com padrões de serrilhas nos dentes deixando pequenas riscos paralelos, sinais que ajudam a diferenciar mordidas de predadores de traços naturais.

Um caso marcante envolveu um fragmento de mandíbula que parecia ter sido atacado por crocodilos. Tomografias revelaram que os canais cortavam o interior do osso em direções distintas, característica compatível com estruturas naturais durante a vida, e não com dentadas de crocodilo. A comparação indicou semelhança com a mandíbula de um jovem Torosaurus, ceratóseo do grupo que inclui Triceratops, mostrando como uma mordida mal interpretada pode alterar a leitura sobre interações entre espécies.

Outros vestígios indicaram que muitos danos ocorreram após a morte. A ausência de sinais de cicatrização sugere que os animais já estavam mortos quando sofreram parte dos danos observados. Além disso, costelas quebradas próximas às extremidades, sinais de insetos e exposição ao clima apontam para carcaças permanecerem na superfície antes de serem soterradas.

Observou-se variação na frequência de marcas entre sítios. Enquanto uma jazida no Colorado, com cerca de 150 milhões de anos, mostrou marcas em quase um terço dos ossos analisados, o sítio de Wyoming apresentou menos de 1%, reforçando que esses traços são incomuns e difíceis de detectar.

Novo critério para paleontologia: a partir dos achados, os cientistas estabeleceram critérios para avaliar se uma marca óssea realmente representa mordida. Consideram-se formato, profundidade, bordas, localização e a anatomia do animal suspeito, ampliando a confiabilidade de interpretações sobre hábitos alimentares e relações entre espécies extintas. Embora o estudo não descarte a ideia de que o T. rex cace outros dinossauros, ele mostra que registros desse tipo são raros e mais difíceis de reconhecer do que parecia.

Para os pesquisadores, a esperança é que novos exemplos apareçam conforme a coleta de fósseis na jazida avance, ampliando o conjunto de evidências disponíveis e refinando a leitura sobre os comportamentos desses gigantes do passado.

E você, o que acha desses achados? Compartilhe nos comentários sua leitura sobre como distinguir sinais naturais de marcas de mordidas antigas e quais outros aspectos da paleontologia você gostaria de entender melhor.

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