Pular para o conteúdo

PF deflagra ação contra fraudes em licenças de táxi no interior baiano

PF deflagra ação contra fraudes em licenças de táxi no interior baiano
PF deflagra ação contra fraudes em licenças de táxi no interior baiano

COMPARTILHE ESSE CONTEÚDO

Resumo: PF deflagra a operação Bandeira Livre 2, em Ipecaetá e Feira de Santana (BA), para apurar fraudes tributárias ligadas a autorizações de táxi. Nove mandados de busca e apreensão, oito em Ipecaetá e um em Feira; dois agentes públicos afastados por 60 dias. Investigações apontam possível uso indevido de isenções de IPI, IPVA e ICMS; sequestro de veículos e bloqueio de ativos até R$ 33 mil por investigado. 70 autorizações foram emitidas entre 2023 e 2025, com concentração entre 2021 e 2023.

A Polícia Federal deflagrou, nesta quinta-feira (6), a operação Bandeira Livre 2, com atuação em Ipecaetá e Feira de Santana, no Portal do Sertão. O objetivo é investigar suspeitas de fraudes tributárias ligadas à concessão de autorizações para táxi no município, segundo a PF.

Conforme a instituição, a investigação busca apurar a possível obtenção indevida de isenções de IPI, IPVA e ICMS, obtidas por meio de permissões de táxi concedidas a pessoas que, em tese, não exerciam a atividade.

A apuração também investiga possíveis falsificações documentais e, entre 2023 e 2025, aponta que o município de Ipecaetá emitiu 70 autorizações de táxi, com concentração entre 2021 e 2023.

Durante a fase de diligências, foram identificados cinco permissionários com ocupações ou vínculos considerados incompatíveis com o exercício habitual da profissão de taxista. A PF também apura a atuação de agentes públicos responsáveis pelos procedimentos de emissão, renovação e cancelamento das permissões, bem como a manutenção de cadastros e documentos fiscais do município.

Ao todo, foram cumpridos nove mandados de busca e apreensão, sendo oito em Ipecaetá e um em Feira de Santana. As ordens foram expedidas pela 3ª Vara Federal Cível e Criminal da Subseção Judiciária de Feira de Santana.

Além disso, a PF determinou o sequestro de veículos vinculados a cinco permissões investigadas e o bloqueio de ativos financeiros até o limite de R$ 33 mil por investigado. Os envolvidos poderão responder, conforme a participação de cada um, pelos crimes de associação criminosa, falsidade ideológica, uso de documento falso e crimes contra a ordem tributária.

COMPARTILHE ESSE CONTEÚDO