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Estudo associa queda na vegetação nativa ao El Niño extremo no Brasil

Estudo associa queda na vegetação nativa ao El Niño extremo no Brasil
Estudo associa queda na vegetação nativa ao El Niño extremo no Brasil

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Resumo: Brasil registra queda da vegetação nativa, de 79% para 65% entre 1985 e 2025, segundo MapBiomas. O estudo indica que 33% do território passou por mudanças de uso da terra em 41 anos, enquanto 67% permaneceu estável. El Niño acentua extremos climáticos, com variações regionais na precipitação. Palavras-chave: MapBiomas, cobertura vegetal nativa, El Niño, mudanças de uso da terra, Brasil.

Brasil registra uma queda na cobertura de vegetação nativa, de 79% em 1985 para 65% em 2025, conforme dados da Coleção 11 do MapBiomas. O recuo ocorre à medida que áreas naturais são substituídas por usos econômicos, elevando a vulnerabilidade a secas e enchentes provocadas por oscilações climáticas.

Na análise histórica, cerca de 33% do território sofreu alguma mudança de cobertura entre 1985 e 2025, com 67% mantendo seu uso estável ao longo do período. A avaliação compara as classificações de 1985 com as de 2025, definindo transições quando há diferença entre os dois anos.

Regionalmente, a Amazônia apresentou o maior déficit de precipitação entre os três El Niño analisados. No Cerrado e na porção norte da Mata Atlântica, a seca se intensifica a cada novo episódio, enquanto no Pantanal o El Niño de 2023/24 levou ao período mais seco já registrado na série mapeada.

O estudo também aponta que, no Sul do Brasil, os eventos de El Niño associaram-se a excedentes de chuva em algumas áreas, com variações entre regiões. No Pampa, o excesso de precipitação foi maior nas áreas agropecuárias do que na vegetação nativa em dois episódios.

“Esse excesso de chuvas nas áreas agropecuárias provoca, em muitos casos, perdas nas lavouras e erosão do solo, agravado pela redução da vegetação nativa que atua na proteção do solo e na infiltração da água da chuva”, afirmou Eduardo Vélez, da equipe do Pampa no MapBiomas.

Ao longo de 41 anos, cerca de 33% do território brasileiro sofreu pelo menos uma mudança de cobertura e uso da terra, e 67% permaneceu estável. Em 1985 vs. 2025, aproximadamente 28% do país passou por transições na cobertura e uso, com variações entre biomas e dentro de cada um.

Resumo: Estudo aponta 241 milhões de hectares de transições de uso da terra entre 1985 e 2025 no Brasil, com 56% convertidos de vegetação nativa para agropecuária. Amazônia, Cerrado, Caatinga e Mata Atlântica concentram as mudanças; silvicultura avança na Mata Atlântica, e a transformação de pastagens em cultivo é mais expressiva no Cerrado e na Mata Atlântica.

Palavras-chave: transição de uso da terra, Amazônia, Cerrado, Caatinga, Mata Atlântica, Pampa, 1985-2025

Entre 1985 e 2025, um levantamento sobre a cobertura e o uso da terra mostra que 241 milhões de hectares passaram por transições — ganho ou redução de superfície de água, avanço humano sobre áreas naturais e mudanças entre usos da terra.

As mudanças concentram-se nos biomas brasileiros Amazônia, Cerrado, Caatinga e Mata Atlântica, com maior intensidade na Amazônia.

Na escala por biomas, a Amazônia somou 55 milhões de hectares de áreas modificadas, representando 83,6% do território do bioma que foi alterado no período; o Cerrado teve 52 milhões de hectares (59,4%), a Caatinga 14,1 milhões (58,9%) e o Pampa 4 milhões (44,1%).

Em outra frente, Caatinga e Mata Atlântica apresentaram as maiores áreas de transição de uso agropecuário para vegetação nativa, totalizando 4,4 milhões de hectares (18,2% do total das transições na Caatinga) e 6,2 milhões de hectares (13,6% na Mata Atlântica).

A Mata Atlântica registrou ainda a maior expansão da silvicultura, com 4,1 milhões de hectares (9,1% de toda a área transicionada no bioma entre 1985 e 2025). Por sua vez, a transformação de pastagens em agricultura consolidou-se com maior expressividade no Cerrado (8,8 milhões de hectares; 10% da área transicionada no bioma) e na Mata Atlântica (8,5 milhões de hectares; 18,8%).

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