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MJSP inicia Centro de Inteligência Prisional em agosto

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Resumo

CNIP inicia operações ainda este mês, integrando inteligência das polícias federal, estaduais e DF para coibir crimes originários de presídios. Em ação recente, Operação Última Chamada recuperou 6.052 celulares e prendeu 97 flagrantes; 2.254 aparelhos foram apreendidos no sistema prisional. Houve queda de 4,5% em furtos/roubos de celulares no 1T2025/1T2026. Palavras-chave: CNIP, Renipen, Brasil Contra o Crime Organizado, segurança penitenciária, celulares.

Ministério da Justiça e Segurança Pública confirmou, nesta quarta-feira (19), que o Centro Nacional de Inteligência Penitenciária (Cnip) começará a operar ainda neste mês, reunindo órgãos de inteligência das polícias federal, estadual e do Distrito Federal para unificar protocolos de segurança e coibir o planejamento de crimes a partir do interior dos estabelecimentos prisionais brasileiros.

Criado em junho, pela Portaria Ministerial 1.234, o Cnip integra o projeto Padrão Segurança Máxima, parte do programa Brasil Contra o Crime Organizado. A estrutura atuará para integrar, consolidar e difundir informações de inteligência penal, além de monitorar situações de crise e oferecer suporte técnico à Secretaria Nacional de Políticas Penais e aos entes federativos.

Para o ministro Wellington César Lima e Silva, a integração entre forças federais e estaduais é essencial para impedir a entrada irregular de aparelhos de telefone celular nos presídios. “O problema do celular figura como uma das principais questões ligadas à percepção de segurança pública”, afirmou, ao comentar as estratégias nacionais de enfrentamento aos ilícitos envolvendo smartphones.

“Os aparelhos fazem parte de uma cadeia que diz respeito ao furto, ao roubo e à receptação. Em alguns casos, temos um ciclo completo, no qual o dispositivo chega, inclusive, às mãos do crime organizado nos presídios”, acrescentou o ministro.

Silva destaca que a única forma de enfrentar o problema é por meio da integração entre as forças de segurança, para interromper a dinâmica que envolve o tráfego de celulares.

Ações

Durante a coletiva, o ministério apresentou resultados preliminares da Operação Última Chamada, realizada entre 10 e 19 de agosto. Segundo a pasta, foram recuperados 6.052 aparelhos celulares e 97 prisões em flagrante efetuadas. A ação também fiscalizou 227 comércios e enviou mais de 33 mil alertas para pessoas em posse de dispositivos irregulares.

No âmbito do sistema prisional, as operações entre maio e agosto, em parceria com estados e o Distrito Federal, resultaram na apreensão de 2.254 celulares, além de revistar quase 9,9 mil celas em 295 unidades prisionais do país.

Além disso, o Ministério informou que os roubos e furtos de celulares passaram de 225.644 no 1º trimestre de 2025 para 215.589 no 1º trimestre de 2026, uma redução de 4,5% nesse tipo de ocorrência. O secretário nacional de Políticas Penais, André Garcia, ressaltou que as ações no sistema prisional são fundamentais para interromper o ciclo de furto, roubo, receptação e o comércio ilegal de celulares, contribuindo para a segurança cotidiana do cidadão.

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