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MPF apura irregularidades em contrato bilionário de software de gestão hospitalar na Bahia

MPF apura irregularidades em contrato bilionário de software de gestão hospitalar na Bahia
MPF apura irregularidades em contrato bilionário de software de gestão hospitalar na Bahia

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Resumo: MPF instaurou inquérito civil para apurar supostas fraudes em licitação bilionária envolvendo o Governo da Bahia e a Liberty Comércio e Serviços LTDA, com financiamento do BID, na aquisição de software de gestão hospitalar AGH. A portaria converteu Notícia de Fato em Inquérito Civil; investigação mira possível direcionamento do certame e irregularidades na equipe de licitação.

O Ministério Público Federal (MPF) instaurou um inquérito civil para investigar supostas fraudes em um processo licitatório bilionário envolvendo o Governo do Estado da Bahia e a Liberty Comércio e Serviços LTDA. O procedimento está sob a responsabilidade do 8º Ofício do Núcleo de Combate à Corrupção da Procuradoria da República no Estado da Bahia e mira a contratação do software de gestão hospitalar AGH, financiado pelo Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID).

A portaria formaliza a transformação de uma Notícia de Fato em Inquérito Civil para apurar irregularidades na celebração do contrato, com indícios de direcionamento do certame e de composição da equipe de licitação para beneficiar a empresa.

O projeto é financiado com recursos do BID; a empresa beneficiada atua na área de soluções de tecnologia da informação para a saúde.

Diante dos fatos, o MPF determinou o encaminhamento dos autos ao Núcleo Cível Extrajudicial (NUCIVE) da PR/BA para autuação e o envio de cópia da portaria à 5ª Câmara de Coordenação e Revisão do MPF para publicação oficial. O NUCIVE acompanhará um prazo inicial de um ano para a conclusão das investigações.

Histórico de apurações

Segundo a portaria, o órgão também apura denúncias de fraudes licitatórias envolvendo a Liberty Comércio e Serviços LTDA e o Hospital de Clínicas de Porto Alegre (HCPA).

Além disso, em 2024, o Tribunal de Contas do Município (TCM) abriu uma investigação contra a Prefeitura de São Paulo para analisar denúncias de direcionamento em uma licitação de R$ 153 milhões em favor da mesma empresa. Na ocasião, apurou-se que a Liberty venceu a disputa mesmo apresentando uma proposta mais onerosa.

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