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No dia em que foi divulgado novo recorde de feminicídios, Lula diz que quem bate em mulher não precisa votar nele

No dia em que foi divulgado novo recorde de feminicídios, Lula diz que quem bate em mulher não precisa votar nele
No dia em que foi divulgado novo recorde de feminicídios, Lula diz que quem bate em mulher não precisa votar nele

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“Quem bate em mulher, não precisa votar em mim”. A frase foi proferida nesta terça-feira (20) pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva em Rio Grande, no Rio Grande do Sul, durante a assinatura de contratos de construção de navios gaseiros, empurradores e barcaças no Estaleiro Ecovix. Além de afirmar que não deseja votos de homens que cometam violência, Lula reiterou o compromisso do governo no combate à violência contra a mulher.

O discurso acontece junto à divulgação de dados sobre feminicídio. Segundo o Ministério da Justiça e Segurança Pública, o Brasil registrou, em 2025, ao menos 1.470 casos de feminicídio — o maior número em uma década. Os números de 2025 superam os 1.459 contabilizados em 2024, porém devem subir, pois Alagoas, Paraíba, Pernambuco e São Paulo ainda não encaminharam dados de dezembro.

Lula afirmou que a orientação do Palácio do Planalto é para que todos os ministros abordem o tema em discursos posteriores. “Quem tem que lutar contra o feminicídio não é a mulher, é o homem. Cada ministro meu sabe que, a partir de agora, em cada discurso, temos que falar da violência contra a mulher”, disse o presidente. Ele reforçou ainda a necessidade de as mulheres buscarem educação e independência financeira para não depender de terceiros.

O evento ocorreu no Estaleiro Ecovix, em Rio Grande, com a presença do governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite (PSD). As contratações assinadas integram o Programa Mar Aberto, que busca incentivar a indústria naval e offshore brasileira.

Como você avalia as medidas anunciadas e o papel de políticas públicas no combate à violência contra a mulher? Compartilhe sua opinião nos comentários e ajude a enriquecer o debate sobre segurança e empoderamento feminino no Brasil. Ainda mais, como você vê o impacto dessas ações no setor naval e na economia regional?

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