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Com risco de ser afastado, Buzzi apresenta novo atestado de 90 dias

Com risco de ser afastado, Buzzi apresenta novo atestado de 90 dias
Com risco de ser afastado, Buzzi apresenta novo atestado de 90 dias

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O ministro Marco Buzzi, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), apresentou um novo atestado médico que o afasta do trabalho por 90 dias, em meio a duas denúncias de assédio sexual. O documento, assinado por uma médica psiquiatra, aponta comorbidades como diabetes e hipertensão e indica a necessidade de acompanhamento por um neurologista.

A medida foi apresentada poucas horas antes de uma sessão extraordinária do STJ. O presidente da Corte, Herman Benjamin, convocou os colegas na noite anterior após a segunda denúncia ser revelada. A primeira acusação envolve uma jovem de 18 anos, filha de amigos do ministro, que relatou que ele tentou agarrá-la durante um banho de mar em Balneário Camboriú (SC). A vítima contou aos pais, que registraram boletim de ocorrência em uma delegacia.

A coluna apurou que a segunda denúncia foi levada ao Conselho Nacional de Justiça (CNJ). Fontes ouvidas pelo Metrópoles indicaram que o corregedor nacional, ministro Mauro Campbell Marques, ouviu declarações da nova suposta vítima e registrou oficialmente a denúncia. A Corregedoria informou que segue diligências, dando andamento a novos fatos sob sigilo legal, instaurando inclusive nova reclamação disciplinar.

Conforme apurado pela coluna Grande Angular, o ministro ficou conhecido publicamente por uma acusação de assédio envolvendo a jovem de 18 anos, que passava férias na casa dele. Segundo relatos, o episódio ocorreu na praia, quando Buzzi estaria no água e tentou agarrá-la por três vezes. A vítima, em pânico, conseguiu escapar e procurou os pais, que registraram o caso na capital paulista.

Na noite da revelação, Buzzi escreveu aos ministros do STJ afirmando que é inocente e que provará isso no decorrer do processo. O ministro disse estar “internado em hospital, sob acompanhamento cardíaco e emocional” e destacou que a família permanece ao seu lado. Em tom pessoal, afirmou ter quase 70 anos, uma trajetória ilibada e uma família estável, garantindo que provará sua inocência.

A situação envolve ainda a atuação da Corregedoria Nacional de Justiça e o CNJ, que seguem as apurações abertas após as denúncias. O caso gira em torno de acusações graves, que já mobilizam membros do STJ e setores da Justiça, com desdobramentos que devem acompanhar o andamento das investigações e a defesa do ministro.

Gostou da reportagem e quer opinar sobre como denúncias de assédio devem ser apuradas pelas instituições? Compartilhe sua visão nos comentários e participe da conversa sobre responsabilidade, justiça e procedimentos internos em tempos de crise.

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