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Deputado do PL alega “hiperfoco” ao justificar motim na Câmara em 2025

Deputado do PL alega “hiperfoco” ao justificar motim na Câmara em 2025
Deputado do PL alega “hiperfoco” ao justificar motim na Câmara em 2025

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Pollon diz que o motim da oposição na Câmara em 2025 teve relação com hiperfoco ligado ao TEA

Resumo: o deputado federal Marcos Pollon (PL-MS) afirmou nesta terça-feira (10/2) que sua participação no motim da oposição na Câmara, em agosto de 2025, teve relação com um episódio de hiperfoco, característica associada ao Transtorno do Espectro Autista (TEA). Pollon responde a processo no Conselho de Ética que pode suspender seu mandato; durante a ocupação, ele impediu que o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), sentasse na cadeira da presidência.

Em depoimento, Pollon reiterou que o hiperfoco é reconhecido pela Junta Médica da Casa e explicou que, mesmo que tenha ocorrido o que descreveu, não houve declaração de que o presidente estaria presente; afirmou que apenas buscava confirmar se haveria acordo para a desocupação, pois a situação era imprevisível.

A comissão segue ouvindo testemunhas enquanto os acusados apresentam defesas. Pollon repetiu sete vezes, durante o depoimento, que teve o que chamou de hiperfoco no momento da ocupação.

No motim, a oposição pressionava pela votação do chamado Pacote da Paz, que reunia itens como uma proposta de anistia — posteriormente aprovada — além de um pedido de impeachment do ministro do STF Alexandre de Moraes e uma PEC que extingue o foro privilegiado. A ocupação da Mesa Diretora durou mais de 30 horas, impedindo Motta de iniciar a sessão. O acordo para a desocupação foi articulado pelo ex-presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), que negociou com Motta para pautar o texto da anistia.

O episódio foi encaminhado à Corregedoria da Câmara para apuração. A defesa sustenta que as ações dialogam com dinamismo parlamentar e questões de hiperfoco, enquanto a acusação busca esclarecer condutas durante a ocupação da Mesa Diretora.

A ética acompanha o caso, analisando as implicações políticas e legais do ocorrido, enquanto o Senado segue o andamento do Pacote da Paz no cenário da Câmara.

Agora, queremos ouvir você: qual é a sua leitura sobre o uso de hiperfoco na política, a condução de sessões e a atuação de comissões de ética? Compartilhe sua opinião nos comentários e contribua para o debate público.

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