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Desastres climáticos afetaram mais de 336 mil pessoas no país em 2025

Desastres climáticos afetaram mais de 336 mil pessoas no país em 2025
Desastres climáticos afetaram mais de 336 mil pessoas no país em 2025

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Em 2025, a temperatura média global ficou em 14,97°C, ficando 0,13°C abaixo de 2024, o ano mais quente da série histórica, e 0,01°C abaixo de 2023, o que coloca 2025 como o terceiro mais quente já registrado.

“As altas temperaturas globais, juntamente com os níveis recordes de vapor d’água na atmosfera em 2025, desencadearam ondas de calor sem precedentes, secas, incêndios e chuvas intensas, causando impactos significativos e miséria a milhões de pessoas”, sustentam os autores do relatório.

O Cemaden divulga o relatório Estado do Clima, Extremos de Clima e Desastres no Brasil, elaborado e publicado em fevereiro. A publicação utiliza dados de órgãos, serviços e programas de monitoramento do clima de várias regiões do planeta, incluindo o Copernicus, com informações também da Agência Brasil.

No Brasil, foram registrados 1.493 eventos hidrológicos, sendo 1.336 de pequeno porte, 146 médios e 11 grandes, com predominância de inundações, enxurradas e deslizamentos. A região Sudeste (ES, MG, RJ e SP) concentrou 43% do total.

Os especialistas destacam que existem contextos territoriais mais vulneráveis e variações na capacidade de resposta municipal, apontando que 2.095 de 5.570 cidades estão expostas a riscos geo-hidrológicos, devendo receber ações prioritárias de gestão e prevenção de desastres.

A análise também aponta que o número de desastres climáticos no Brasil aumentou 222% entre o início da década de 1990 e os três primeiros anos de 2020. A tendência indica a continuidade de eventos extremos nos próximos anos, com ondas de calor cada vez mais frequentes e intensas, e menos ondas de frio, algumas muito intensas.

O relatório reforça a necessidade de ações de adaptação para cidades e regiões, diante de um planeta cada vez mais quente e dos impactos diretos na vida cotidiana.

E você, o que tem observado em sua cidade diante dessas mudanças climáticas? Compartilhe sua experiência e opinião nos comentários.

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