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Justiça barra tentativa de criminalizar advogados em ação movida por Lucas Abud

Justiça barra tentativa de criminalizar advogados em ação movida por Lucas Abud
Justiça barra tentativa de criminalizar advogados em ação movida por Lucas Abud

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Os advogados Ana Patrícia Dantas Leão, Eugênio Kruschewsky e Michelle Allan, defendidos pelo Prof. César Faria, tiveram liminarmente rejeitada a queixa-crime promovida por Lucas Abud, representado por Gamil Föppel, por calúnia ao narrar, na defesa da ex-mulher Fabiana Gordilho, a existência de violência doméstica.

A rejeição liminar considerou que existem elementos de prova da suposta violência contra a ex-mulher, fato que os advogados não poderiam deixar de levar ao conhecimento do julgador.

Para a juíza Andrea Tourinho Cerqueira de Araújo, da 1ª Vara do JECRIM de Salvador, observa-se uma tentativa do querelante de criminalizar o exercício da defesa na esfera civil, o que é inadmissível. Ela ressaltou que o Direito Penal não pode ser utilizado como instrumento de pressão ou retaliação em disputas familiares.

A queixa-crime, mesmo sigilosa, foi amplamente divulgada pela mídia nacional, deflagrando uma campanha difamatória contra os advogados e contra a cliente, que atuavam na defesa de uma mulher vilipendiada.

A mesma acusação foi notícia pelo empresário Lucas Abud ao Ministério Público, também como suposto crime de fraude processual, e já foi definitivamente arquivada pela Procuradoria-Geral de Justiça. Tanto a notícia quanto a queixa-crime foram integralmente rejeitadas contra os citados advogados e contra a ex-mulher do acusador.

Lucas Abud já se encontra indiciado pelo crime de lesões corporais contra sua ex-mulher e corre o risco de responder também por possível crime de denunciaçao caluniosa, por ter movido um processo temerário, atentando contra o Poder Judiciário e a honra de advogados e da parte. Quem vai dizer é o Ministério Público.

Resumo para leitura: embora tenha havido denúncia de calúnia relacionada à defesa de uma mulher vítima de violência, a Justiça rejeitou liminarmente a queixa-crime contra os advogados e esclareceu que não se pode usar o Direito Penal para pressionar disputas familiares. As informações indicam que o Ministério Público será o responsável por decidir sobre eventuais desdobramentos, incluindo as alegações contra Lucas Abud.

Se você acompanhou o caso, conte-nos nos comentários o que pensa sobre o papel da defesa legal em situações de violência doméstica e o uso do direito penal em disputas familiares.

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