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Comissão do Congresso aprova novo piso de professores com reajuste acima da inflação

Comissão do Congresso aprova novo piso de professores com reajuste acima da inflação
Comissão do Congresso aprova novo piso de professores com reajuste acima da inflação

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Resumo: uma comissão mista do Congresso aprovou a medida provisória que redefine o piso salarial dos professores da educação básica pública, fixando o mínimo em R$ 5.130,63 para 2026, um aumento de 5,4% frente ao piso atual. A nova regra de reajuste usa o INPC mais a metade da média de crescimento das receitas do Fundeb nos últimos cinco anos, garantindo ganho real aos docentes. O texto segue para análise nos plenários da Câmara e do Senado.

Detalhes da regra: a fórmula passa a considerar o INPC somado à metade da média de crescimento das receitas do Fundeb nos últimos cinco anos. Segundo o Ministério da Educação, esse modelo assegura ganho real, contrastando com a antiga regra, que para 2026 previa apenas 0,37% de alta.

Limites e ampliações: o texto impõe limites para evitar oscilações bruscas. O aumento anual não pode ficar abaixo da inflação nem superar o crescimento das receitas do Fundeb nos dois anos anteriores. Além disso, o piso passa a alcançar também professores temporários e exige maior transparência na divulgação da memória de cálculo utilizada pelo governo.

Contexto e próximos passos: o parecer aponta que a mudança busca maior previsibilidade financeira para estados, municípios e a região, fortalecendo a valorização da carreira docente. Estudos citados indicam desafios de reposição de profissionais, com déficit previsto de até 235 mil professores até 2040, especialmente em matemática e ciências. A proposta permite que novos recursos destinados à educação financiem o piso; o valor atual era de R$ 4.867,77 e, com as alterações, a MP tramitará como PLV 4/2026.

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