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Monark diz que acordo sobre sua saída do Flow virou “bagunça”. Vídeo

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Monark diz que acordo sobre sua saída do Flow virou “bagunça”. Vídeo

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Bruno Ayub, conhecido como Monark, fala sobre a relação tensa com os seus antigos sócios do Flow Podcast, a defesa da liberdade de expressão e as disputas legais que enfrenta. Em entrevista ao Metrópoles, ele comenta a retomada de atividades, projetos próprios e o retorno ao Brasil após uma temporada nos Estados Unidos.

No centro do debate estão a polêmica de 2022 sobre a ideia de permitir um partido nazista no Brasil e a defesa da liberdade de expressão, que ele diz não equivaler a apologia. Ayub afirma que houve um promotor que reconheceu a inexistência de crime, mas, em recurso, outro promotor voltou a indicar culpa, o que ele classifica como perseguição política e uma tentativa de difamar seu nome.

O apresentador afirma que a liberdade de expressão vem regredindo no país. Segundo ele, há medo de falar sobre certos temas em espaços públicos e até em instituições, com comediantes chegando a ser ameaçados de prisão por piadas. Ele acusa o Estado de tentar controlar a narrativa pública para manter o poder.

Bruno Ayub diz ter adotado o nome real para evitar despersonalização e facilitar a identificação do público com ele. O apelido Monark, criado em jogo, teria criado uma barreira, e ele prefere ser reconhecido pelo nome de nascimento.

Sobre o YouTube, Ayub relata que o canal foi derrubado sem motivo claro, após ele ter mostrado o estúdio e debater o tema. Enquanto isso, ele mantém o Bruno Ayub Show em parceria com um site próprio, onde as pessoas podem assinar, apoiar financeiramente e acompanhar o podcast ao vivo. Os cortes continuam a ser divulgados em X e Instagram.

A ocupação administrativa e financeira também aparece na entrevista. Ayub diz que a venda da participação dele no Flow não ocorreu conforme o contrato, com pagamentos parcelados e fora do acordo. Ele descreve o cenário como uma “bagunça” societária, mantendo, porém, a esperança de reconstruir o projeto com apoio de advogados e da Freedom of Speech Union Brasil.

Durante dois anos morando nos Estados Unidos, Ayub teve contas bloqueadas por decisões de autoridades brasileiras ligadas a fake news e ao caso do 8 de janeiro. Ele chegou a viver na Flórida e no Texas, mas acabou retornando ao Brasil para manter contato direto com o público e facilitar as entrevistas presenciais.

Entre os temas discutidos, Ayub ressalta uma agenda público-privada de censura, com a sensação de que a internet ampliou a distância entre o poder político e a voz popular. Ele afirma que, quanto mais difícil for calar alguém, maior a dificuldade de restringir o espaço de fala da população.

Conclusão: Ayub defende uma liberdade de expressão irrestrita como ideal, mesmo reconhecendo que há limites práticos na prática cotidiana. Para ele, o desafio é resistir a tentativas de controle e continuar falando, conectando audiências e fortalecendo plataformas próprias para evitar dependência exclusiva de grandes redes. A entrevista traça um retrato de um debate que ganhou contornos globais, com ecos no Brasil e em outras regiões.

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