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Lula assina medida provisória que torna Enamed obrigatório para formandos em medicina

Lula assina medida provisória que torna Enamed obrigatório para formandos em medicina
Lula assina medida provisória que torna Enamed obrigatório para formandos em medicina

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinou, nesta sexta-feira (19), em Minas Gerais, uma Medida Provisória que torna o Exame Nacional de Avaliação da Formação Médica (Enamed) obrigatório para o exercício da medicina no Brasil. A MP estabelece que as etapas da prova serão aplicadas semestralmente pelo MEC, por meio do Inep, consolidando o Enamed como requisito de competência profissional.

As novas diretrizes permitem que o exame seja realizado, a partir deste ciclo, como autoavaliação: estudantes do 4º semestre poderão utilizá-lo para retorno pedagógico, enquanto a participação passa a ser obrigatória para quem está no 8º semestre. As notas obtidas nessa etapa ficarão registradas no histórico escolar.

Além disso, o Enamed passa a substituir a primeira fase teórica do Revalida, o exame usado para validar diplomas médicos obtidos no exterior. A aprovação no Enamed também será exigida como requisito para a prova objetiva de acesso direto do Enare, o exame de residência médica.

A pontuação mínima é de 60 pontos em uma escala de até 100, calculada pela Teoria de Resposta ao Item (TRI). O edital prevê retrabalho ilimitado: o estudante pode refazer o exame quantas vezes precisar, e a nota obtida tem validade de três anos, podendo ser usada em várias oportunidades.

EDIÇÃO DE 2026: as inscrições já estão abertas e vão até 29 de junho, pelo portal oficial do governo. As provas ocorrerão em 13 de setembro, das 13h30 às 18h30 (horário de Brasília), em todos os estados e no Distrito Federal. O cronograma também prevê cartão de confirmação em 4 de setembro, gabarito preliminar em 15 de setembro e resultados finais em 4 de dezembro.

RESULTADOS PASSADOS: na edição de 2025, com mais de 39 mil concluintes, 351 cursos de medicina foram avaliados no país. Na Bahia, mesmo com o maior número de participantes do Nordeste, 12 cursos ficaram abaixo da média brasileira. Ao todo, 107 cursos obtiveram notas 1 ou 2, consideradas insuficientes pelo MEC, levando a sanções administrativas, como redução de vagas e o bloqueio de novos contratos de financiamento por meio do Fies. Por outro lado, 243 cursos receberam avaliação regular ou boa (notas entre 3 e 5), e apenas 14% atingiram o conceito máximo (nota 5).

E você, o que acha dessa mudança no caminho para a formação médica no Brasil? Deixe sua opinião nos comentários e participe da discussão sobre o Enamed e o futuro do ensino médico.

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