Pular para o conteúdo

Dez anos após Jogos, esporte vê Rock In Rio assumir arenas na Barra

Dez anos após Jogos, esporte vê Rock In Rio assumir arenas na Barra
Dez anos após Jogos, esporte vê Rock In Rio assumir arenas na Barra

COMPARTILHE ESSE CONTEÚDO

Resumo: quase uma década após os Jogos Rio-2016, o sonho de um parque olímpico dedicado ao alto rendimento chega ao fim, com a prefeitura abrindo a concessão do Complexo das Arenas, que inclui a Arena Carioca 1, o Centro Olímpico de Tênis e o Velódromo. A licitação teve apenas uma proposta, da Rock World S.A., enquanto o COB avaliou participar, mas optou por não concorrer.

Divulgação/Prefeitura do Rio
Imagem aérea do Parque Olímpico da Barra

O edital, publicado no fim do ano passado, teve a sessão de abertura de propostas no dia 3 de junho. A Rock World S.A. ofereceu uma outorga fixa de R$ 19,5 milhões para ficar com as arenas pelos próximos 20 anos, no mínimo. O modelo prevê uso multifuncional, com possibilidades de atividades esportivas ou culturais conforme a demanda.

O Comitê Olímpico do Brasil (COB) avaliou participar da licitação, mas concluiu pela inviabilidade financeira e operacional para uma instituição sem fins lucrativos, mesmo com recursos públicos. Em nota, o COB reforçou que continua aberto a parcerias e à convivência entre atividades culturais e esportivas. A Rock World não respondeu aos pedidos de comentário.

O edital trata a Arena Carioca 1 como equipamento multiuso. Ou seja, pode receber competições esportivas, mas isso não é obrigatório contratualmente. O mesmo modelo vale para a Arena da Barra, hoje chamada Farmasi Arena, que acumula poucos eventos esportivos e já funciona mais como espaço para shows e espetáculos artísticos, com o retorno de eventos esportivos ainda em discussão.

Há preocupação de que a Arena Carioca 1 siga o caminho da Barra, que teve uso fino após a Rio-2016. Além disso, a estrutura envolve o Centro Olímpico de Tênis — descrito como um “elefante branco” pela baixa utilização nos últimos anos — e o Velódromo, que também enfrenta restrições de uso comercial, embora mantenha atividades técnicas e de treinamento com prioridade da prefeitura quando necessário.

Historicamente, sete estruturas foram erguidas no Parque Olímpico da Barra para a Rio-2016. Duas eram provisórias e foram desmontadas; três já integram concessões, enquanto as outras duas ganharam novos usos, como escolas ou espaços de ensino. Depois dos Jogos, a prefeitura tentou PPPs para gestão, o governo federal criou a AGLO, e, com o governo Bolsonaro, a AGLO não foi renovada, devolvendo os bens à gestão municipal. Paes chegou a anunciar a concessão de três arenas à iniciativa privada, mas, no fim, apenas a Arena Carioca 1, o Centro de Tênis e o Velódromo foram entregues à Rock World S.A.

O debate fica em aberto sobre o legado olímpico: como aproveitar espaços que já impulsionaram o esporte de alto rendimento sem transformar permanentemente estruturas públicas. E você, como vê o futuro do Complexo das Arenas no cenário esportivo e cultural do Rio de Janeiro? Compartilhe sua opinião e participe da conversa nos comentários.

COMPARTILHE ESSE CONTEÚDO