Pular para o conteúdo

Governo não tem pressa para viabilizar novo empréstimo aos Correios

Governo não tem pressa para viabilizar novo empréstimo aos Correios
Governo não tem pressa para viabilizar novo empréstimo aos Correios

COMPARTILHE ESSE CONTEÚDO

Resumo: a operação de apoio aos Correios deve ser autorizada ainda neste ano, com a liberação de recursos prevista para 2027, após ajustes do Tesouro e atendimentos às exigências do TCU, para sustentar o plano de reestruturação da estatal diante de déficits históricos.

BRENO ESAKI/METRÓPOLES @BrenoEsakiFoto
Sede dos Correios e detalhes de agência da empresa, no Setor Bancário Norte, em Brasília

Fontes da equipe econômica indicam que o governo não tem pressa para viabilizar um novo empréstimo aos Correios, já que a operação é prevista apenas para 2027, ainda que a autorização possa sair ainda neste ano.

A prioridade é atender às exigências do Tribunal de Contas da União (TCU) e estruturar a modelagem da operação junto ao Tesouro Nacional, antes de avançar com a liberação dos recursos. O TCU tem cobrado mais detalhes sobre o reequilíbrio financeiro e as condições para eventual apoio da União.

Segundo interlocutores, o Tesouro ficará responsável por estruturar os ajustes solicitados, buscando segurança jurídica e fiscal para a operação. A avaliação na Fazenda é de que o empréstimo precisa estar alinhado a um plano consistente de recuperação da empresa.

Entenda a situação: no fim de 2025, a União aprovou um empréstimo de R$ 12 bilhões com garantias do Tesouro para os Correios, diante de um quadro de fragilidade financeira. Nos últimos anos, a empresa enfrentou desequilíbrios entre receita e despesas, agravados por custos operacionais elevados e pela necessidade de modernizar processos.

R$ 8,5 bilhões foi o rombo registrado no ano passado. Hoje, o plano de reestruturação ainda exige mais R$ 8 bilhões para ser completo. O presidente dos Correios, Emmanoel Rondon, afirmou que a estatal segue conversando com bancos e que a receptividade do mercado está melhor do que em 2025, sinalizando avanços nessas tratativas de crédito.

Para reduzir custos e reforçar a liquidez, o PDV (Programa de Demissão Voluntária) entra como parte do pacote, junto com revisões de gastos, modernização de processos e maior eficiência operacional. O objetivo é reequilibrar as contas e preparar a empresa para uma nova fase de sustentabilidade.

Além disso, o plano prevê reforçar o caixa nos próximos anos, incluindo operações de crédito em discussão, para manter a Correios em posição de executar o plano de reestruturação com mais segurança.

E você, o que acha dessa estratégia para o futuro dos Correios e do serviço postal no Brasil? Deixe sua opinião nos comentários e participe da conversa sobre o tema.

COMPARTILHE ESSE CONTEÚDO