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Oracle demite 21 mil pessoas enquanto aposta tudo em IA

Oracle demite 21 mil pessoas enquanto aposta tudo em IA
Oracle demite 21 mil pessoas enquanto aposta tudo em IA

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Oracle acelera sua aposta em inteligência artificial, ao mesmo tempo em que ajusta pesado o tamanho da operação. A combinação de cortes de milhares de empregos com um impulso expressivo na infraestrutura de IA mostra uma estratégia de longo prazo para competir na era da automação e do processamento em larga escala.

A empresa reduziu cerca de 13% de sua força de trabalho no último ano fiscal, passando de 162 mil para aproximadamente 141 mil funcionários até o fim de maio. Os cortes, que começaram em março, vêm acompanhados de US$ 1,84 bilhão em despesas com desligamentos e reorganização interna.

Mulher demitida carregando caixa para fora do escritório enquanto robô com inteligência artificial acena no fundo
“IA resultou e pode continuar resultando em reduções de pessoal”, diz a Oracle sobre sua nova fase de reestruturação. – Imagem: Stock-Asso/Shutterstock

No centro dessa mudança está a inteligência artificial. A Oracle afirmou que o uso de IA “resultou e pode continuar resultando em reduções de pessoal”, sinalizando que a tecnologia já é um critério decisivo para dimensionar equipes, não apenas um projeto de inovação isolado.

Paralelamente à redução de quadro, a empresa tem acelerado investimentos em infraestrutura. O objetivo é ampliar uma rede global de data centers voltados à IA, com uma previsão de gastos líquidos de US$ 70 bilhões neste ano fiscal — acima dos US$ 55,7 bilhões do exercício anterior. Esse salto evidencia a prioridade dada ao processamento massivo de dados e à oferta de serviços de IA.

Ícones de aplicativos das big techs Google, Microsoft, Amazon, Apple e Meta numa pasta na tela inicial de um iPhone
Meta e Amazon também cortam postos para redirecionar recursos à IA. Imagem: Poetra.RH/Shutterstock

Essa movimentação não é exclusiva da Oracle. Meta, Amazon e outras grandes empresas estão adotando trajetórias parecidas, cortando parte do quadro de funcionários enquanto investem mais em IA e na expansão de suas infraestruturas digitais. Os pilares comuns são a expansão global de data centers de IA, o aumento de investimentos em infraestrutura digital, reorganizações internas, foco em serviços de nuvem e IA, e busca por maior eficiência para manter competitividade.

A companhia admite riscos: se concorrentes ganharem maior aceitação de mercado com soluções de IA ou se os custos ficarem além do esperado, os resultados podem não acompanhar o ritmo dos investimentos. Ainda assim, a tensão entre cortar custos e ampliar a capacidade de IA continua forte, com contratos bilionários em jogo, como a parceria com a OpenAI, estimada em cerca de US$ 300 bilhões em processamento ao longo de cinco anos.

No final das contas, a IA está redesenhando não apenas produtos, mas o tamanho, a estrutura e a forma de operar das grandes empresas de tecnologia. O movimento sugere que, daqui para frente, quem liderar na infraestrutura de IA tende a ditar o ritmo da inovação e do crescimento.

E você, como vê o peso da IA na estratégia das grandes empresas? Compartilhe sua percepção nos comentários e ajude a entender como esse movimento impacta empregos, tecnologia e o futuro do mercado.

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