Pular para o conteúdo

Prefeitura de Salvador aciona Justiça do Trabalho para declarar ilegal greve dos garis

Prefeitura de Salvador aciona Justiça do Trabalho para declarar ilegal greve dos garis
Prefeitura de Salvador aciona Justiça do Trabalho para declarar ilegal greve dos garis

COMPARTILHE ESSE CONTEÚDO

A Prefeitura de Salvador ingressou nesta terça-feira (23) com uma ação na Justiça do Trabalho para declarar ilegal a greve dos trabalhadores da limpeza urbana, deflagrada pelo Sindilimp-BA. A medida também pede liminar para a retomada imediata da coleta de resíduos sólidos e a liberação dos acessos ao aterro sanitário e à estação de transbordo da capital.

A administração afirma que a paralisação, iniciada na segunda-feira (22), interrompeu integralmente os serviços de coleta e gerenciamento de resíduos em Salvador, colocando em risco a saúde pública. O movimento, segundo a prefeitura, tem caráter predominantemente político, ligado à tramitação de um projeto de lei no Congresso Nacional, e a gestão sustenta que não interfere na pauta discutida em Brasília nem com as empresas contratadas para o serviço.

A Procuradoria-Geral do Município ressalta que a coleta e a destinação de resíduos sólidos são atividades essenciais previstas na Lei Federal nº 7.783/1989, que regula o direito de greve. Por isso, mesmo em movimentos paredistas, os serviços indispensáveis devem ser mantidos para atender a população. A prefeitura aponta que a paralisação afeta mais de 2 milhões de moradores e se agrava no curto período dos festejos juninos, com o aumento da produção de resíduos.

Entre os pedidos apresentados à Justiça estão a retomada imediata dos serviços, a liberação de acessos ao aterro sanitário e à estação de transbordo, e a aplicação de multa diária de R$ 300 mil em caso de descumprimento. A Prefeitura também solicita a intimação do Ministério Público do Trabalho e a realização de audiência de conciliação com a participação do Sindicatos das Empresas Privadas de Resíduos Sólidos do Estado da Bahia (SEMPRES-BA).

A ação reforça a defesa da legitimidade do município para atuar na proteção de interesses difusos da população soteropolitana, ressaltando que não pretende entrar em dissídio de greve, mas declarar a ilegalidade da paralisação para resguardar serviços essenciais e a ordem pública. E você, o que acha dessa disputa entre trabalhadores, empresas e poder público? Compartilhe sua opinião nos comentários e participe da conversa.

COMPARTILHE ESSE CONTEÚDO