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Juíza que recusou celebrar casamentos gays vence ação por liberdade religiosa nos EUA

Juíza que recusou celebrar casamentos gays vence ação por liberdade religiosa nos EUA
Juíza que recusou celebrar casamentos gays vence ação por liberdade religiosa nos EUA

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Uma juíza de paz de Waco deverá receber US$ 640 mil da Comissão Estadual de Conduta Judicial do Texas, conforme decisão proferida pela (juíza do) condado de Travis, Maya Guerra Gamble. A magistrada Dianne Hensley, que se recusou a celebrar casamentos entre pessoas do mesmo sexo por motivos religiosos, teve as sanções questionadas e acabará recebendo a compensação, em um caso visto como vitória para a liberdade religiosa no estado.

A trajetória de Dianne Hensley começou quando, após a decisão da Suprema Corte dos EUA em Obergefell v. Hodges, reconhecendo o direito ao casamento igualitário, ela suspendeu as cerimônias para casais do mesmo sexo e passou a encaminhar esses casais a outros juízes. Eleita em 2014 para o cargo no condado de McLennan, ela afirmou manter apenas casamentos heterossexuais, citando convicções religiosas.

Em 2017, Hensley confirmou à imprensa que não realizava casamentos entre pessoas do mesmo sexo. No ano seguinte, a Comissão de Conduta Judicial abriu investigação e, em 2018, a juíza recebeu uma advertência pública — uma das punições mais severas da agência. Ela então processou a comissão, afirmando que a advertência violava a Lei de Liberdade Religiosa do Texas.

Em 2024, a Suprema Corte do Texas autorizou o prosseguimento da ação movida por Dianne contra a Comissão de Conduta Judicial. Meses depois, a própria comissão retirou as sanções impostas à juíza. A decisão, juntamente com casos de outros magistrados que questionavam punições por posicionamentos sobre casamento gay, levou a uma mudança de regras na corte estadual, deixando claro que juízes podem se recusar a celebrar cerimônias por motivos religiosos.

Hiram Sasser, conselheiro-geral do First Liberty Institute, destacou a decisão como uma vitória para a liberdade religiosa. Segundo ele, a juíza apenas exerceu suas crenças ao deixar de realizar cerimônias entre pessoas do mesmo sexo e ao encaminhar os casais para colegas dispostos. A defesa afirma que a proteção religiosa prevista pela Primeira Emenda está sendo fortalecida, sem, porém, colocar em risco o direito de casamento entre casais do mesmo sexo.

Apesar de encerrar a disputa com a comissão estadual, Dianne mantém uma ação federal para tentar derrubar Obergefell v. Hodges, representada por um grupo de advogados conservadores. O caso permanece em andamento, sem garantia de chegar à Suprema Corte dos EUA, que tem mostrado resistência a revisitar o precedente. E você, qual é a sua leitura sobre o equilíbrio entre liberdade religiosa e direitos civis no Judiciário?

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