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Nunes lamenta nova decisão do STF sobre seguro extra de mototáxis

Nunes lamenta nova decisão do STF sobre seguro extra de mototáxis
Nunes lamenta nova decisão do STF sobre seguro extra de mototáxis

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O ministro Alexandre de Moraes, do STF, suspendeu nesta terça-feira (30/6) a exigência de um seguro adicional para o credenciamento de plataformas de mototáxi em São Paulo, determinando que o município analise os pedidos com base apenas na legislação federal. A decisão repercute a disputa entre a prefeitura e as operadoras, com o prefeito Ricardo Nunes lamentando e ressaltando que a prioridade é preservar a vida das pessoas.

“Nosso foco é preservar a vida das pessoas”, afirmou Nunes. “A lei federal dá a prerrogativa para os municípios fazerem a sua regulamentação. Agora sim, a gente fez um processo, foi votado na Câmara, que os vereadores votaram, que o [vereador] eleito votou lá, que o outro eleito [prefeito] sancionou, o ministro derruba aí o que eu posso fazer? A minha única situação é lamentar”, complementou.

A ação foi levada ao STF pela Confederação Nacional de Serviços (CNS), que alegou inviabilidade de obtenção de autorização pelas empresas interessadas em atuar na capital. Para Moraes, as exigências extrapolam a competência municipal e criam obstáculos à prestação do serviço na cidade.

Em janeiro, Moraes já havia concedido liminar suspendendo trechos de lei e de decreto municipal que impunham condições para o exercício do transporte remunerado privado de passageiros em motocicletas via aplicativos. Mesmo assim, o serviço não havia sido retomado em São Paulo.

Em abril, durante reunião com o prefeito, a empresa 99 app informou que deixaria de atuar no transporte individual de passageiros em motos na capital paulista, voltando seu foco para o delivery.


Novela entre Prefeitura de SP e apps

  • Entre a prefeitura e as plataformas, a disputa pela liberação das corridas por mototaxi em SP virou uma verdadeira novela.
  • O Decreto Municipal nº 62.144/2023 suspendeu o serviço de transporte remunerado privado por motocicletas na cidade.
  • Apesar disso, as plataformas tentaram operar, levando a Justiça a questionar a legalidade das ações administrativas e iniciando uma batalha judicial.
  • Na primeira decisão, a Justiça paulista considerou inconstitucional o decreto ao entender que a suspensão atingia uma modalidade regulamentada pela legislação federal.
  • A prefeitura argumentou que a lei federal não regula o serviço de motos, apenas o de automóveis.
  • Ricardo Nunes já apontava que as corridas de mototáxi representam risco à população, chegando a chamar o serviço de uma “carnificina” em entrevistas públicas.
  • A 99 argumentou que não havia dano na manutenção do serviço, apenas na sua suspensão.
  • Enquanto houve liberação, a 99Moto registrou mais de 500 mil viagens em 14 dias, distribuindo mais de R$ 3 milhões aos mais de 13 mil motociclistas parceiros.
  • O serviço voltou a ser liberado durante a discussão sobre a constitucionalidade, mas foi suspenso novamente em 16 de maio, com multas reforçando a validade da suspensão.
  • O relator do caso afirmou que, diante da complexidade e das possíveis consequências ao trânsito, foi concedido efeito suspensivo ao recurso de apelação.

A decisão de Moraes deixa em aberto o caminho para que o município ajuste sua regulamentação com base na legislação federal, ao mesmo tempo em que mantém sob análise os impactos práticos sobre a mobilidade e a segurança na cidade. Qual é a sua opinião sobre a regulamentação do mototaxi por apps em São Paulo? Deixe seu comentário e compartilhe sua visão sobre o tema.

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