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Profissionais de saúde vencem desafios para vacinação em área indígena

Profissionais de saúde vencem desafios para vacinação em área indígena
Profissionais de saúde vencem desafios para vacinação em área indígena

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Resumo: No DSEI Alto Rio Purus, o SUS atua de forma descentralizada para atender 11 mil pessoas de diversas etnias em 155 aldeias. A missão é levar imunização com segurança, manter a cadeia de frio e respeitar tradições locais, por meio de equipes itinerantes que atuam em polos-base e em visitas prolongadas.

A operação depende de rotas adaptadas ao terreno: caminhonete, barco, quadriciclo ou até helicóptero, conforme o clima. A logística exige manter os frascos entre 2°C e 8°C, com freezers a bordo, caixas térmicas e gelo em bobinas. As equipes, lideradas pela enfermeira Kislane de Araújo Dias, organizam o censo vacinal para saber quantas doses levar e onde aplicar, com a possibilidade de ir de casa em casa para localizar faltosos.

Curso de vacinação em área indígena

Crenças e estruturas sociais complicam a logística: entre Jamamadi, Madijá e Kulina, a coordenação depende de lideranças locais. Evangelista Apurinã alerta que falhar em reconhecer a hierarquia pode deixar tudo parado ao retornar, por isso é essencial compreender a organização de cada povo antes de planejar qualquer ação.

Para qualificar o atendimento, foram realizados treinamentos com foco na comunicação. Evelin Plácido, à frente da CapacitaImune, destaca que a vacina precisa chegar até as pessoas, não o contrário, e o conteúdo aborda fundamentos imunológicos, efeitos adversos e técnicas de aplicação para facilitar explicações simples. A MSD oferece quatro vacinas ao Programa Nacional de Imunizações para áreas indígenas: HPV, Hepatite A, Varicela e Pneumo-23.

Casai e equipe de vacinação

No campo, o trabalho se tornou rápido e robusto: em 2024, a seca prejudicou a navegação e houve um surto de influenza em uma aldeia, levando à mobilização de ações de contingência com apoio federal e estadual. Natália Diniz, atuando no polo de Boca do Acre, afirma que chegar ao território é um ato de respeito, pedindo autorização e cuidando da rotina de cada casa para abrir espaço à saúde.

Esse retrato mostra que o desafio é técnico e humano: manter a temperatura, planejar rotas, entender a liderança local e dialogar com as pessoas para que a vacina seja uma oportunidade de proteção. E você, o que pensa sobre modelos de imunização descentralizados em regiões de difícil acesso? Compartilhe suas ideias nos comentários.

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