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Casa Branca fez dossiê contra Claus para reverter cartão de Balogun

Casa Branca fez dossiê contra Claus para reverter cartão de Balogun
Casa Branca fez dossiê contra Claus para reverter cartão de Balogun

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Francois Nel/Getty Images
Árbitro brasileiro Raphael Claus

A Casa Branca acionou uma ofensiva jurídica para tentar reverter a suspensão de Balogun após a expulsão de Raphael Claus, em meio a um dossiê que aponta o árbitro e menciona suposta manipulação de resultados no Brasil. As autoridades e a FIFA afirmam não haver provas que sustentem as acusações. O episódio envolveu o presidente dos EUA, Donald Trump, que está em seu segundo mandato, além de Gianni Infantino e outros atores do futebol mundial.

O material, elaborado por advogados ligados ao governo, sustenta acusações sem embasamento concreto e afirma que o governo americano recorreu à FIFA por meio de representantes da indústria do esporte, com participação de figuras como o secretário de Comércio, Howard Lutnick, e o investidor Scott Goodwin, doador da US Soccer. O objetivo alegado foi pressionar por revisão da punição.

A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) saiu em defesa de Claus, destacando que ele possui reconhecimento mundial pela técnica e conduta ética. Segundo a entidade, não há qualquer elemento que indique que o árbitro seja alvo de suspeitas, reforçando a integridade de sua atuação.

O texto também aponta a atuação direta de Andrew Giuliani, porta-voz da Força-Tarefa da Casa Branca para a Copa, na construção da estratégia para’ reverter a punição. A defesa de Balogun argumentou ainda que o uso do VAR pode ter influenciado a decisão, com base em imagens congeladas e em câmera lenta, levando a interpretações equivocadas.

“Eu vi o lance, e sou uma pessoa que ama esportes. Aquilo não foi uma falta. Nem mesmo uma infração. Esse árbitro, que é um pouco suspeito se você checar o passado dele, fez uma marcação que ninguém pode acreditar. Ele é nosso melhor jogador, ou um de nossos melhores jogadores. E ele deu um cartão vermelho para ele. Eu nem sabia o que isso significava. Sim, eu pedi uma revisão da FIFA”, afirmou o presidente dos EUA.

Pouco depois, Gianni Infantino confirmou ter conversado com Trump sobre o caso, mas ressaltou que as decisões disciplinares são tomadas por órgãos judiciais independentes da FIFA. “Os órgãos judiciais da FIFA são independentes. Eles operam de forma autônoma, aplicam o Código Disciplinar da FIFA e decidem os casos com base nas regulamentações e nos fatos específicos”, afirmou o dirigente, reiterando a importância da autonomia institucional.

Com a decisão, Balogun foi liberado para enfrentar a Bélgica nas oitavas, gerando reação da UEFA, que classificou o movimento como “sem precedentes, incompreensível e injustificável”. A Federação Belga informou que vai buscar esclarecimentos e pretende contestar a utilização do jogador independentemente do resultado da partida.

E você, o que acha desse caso que envolve árbitro, política e esporte? Compartilhe sua opinião nos comentários e conte como você veria os desdobramentos daqui para frente.

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