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Polícia investiga facção que mantinha “tribunal do crime” em MG

Polícia investiga facção que mantinha “tribunal do crime” em MG
Polícia investiga facção que mantinha “tribunal do crime” em MG

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A Polícia Civil de Minas Gerais deflagrou a terceira fase da Operação Caronte para desarticular uma facção criminosa no Sul de MG. A ofensiva, iniciada pela manhã, cumpre 29 mandados de prisão temporária e 31 de busca e apreensão, trabalhando com o apoio de cerca de 140 policiais para atingir cinco cidades: Itajubá, Piranguinho, São Lourenço, Brazópolis e Wenceslau Braz. O objetivo é pôr fim ao que a polícia chama de “tribunal do crime” instaurado pela organização.

Divulgação/PCMG
Polícia investiga facção que mantinha “tribunal do crime” em MG

Segundo a Polícia Civil, a facção controlava a venda de drogas em áreas específicas de Itajubá e impunha regras, aplicando punições a quem desobedecia as determinações da organização. A operação, com esses mandados expedidos, visa desmontar a atuação do grupo e interromper o funcionamento do seu “tribunal” fora da lei.

Entre os alvos da operação estão suspeitos de integrar a facção e pessoas investigadas por recorrer ao grupo para solucionar conflitos particulares e outras demandas, prática que, segundo a corporação, reforça a atuação da chamada “justiça paralela”.

Cerca de 140 policiais civis participam da ofensiva, com equipes das Delegacias Regionais de Itajubá, Pouso Alegre, São Lourenço e Poços de Caldas, além da Coordenadoria de Recursos Especiais (Core), do Canil e do Hangar da Polícia Civil. A Operação Caronte teve início em agosto de 2020. Na primeira fase, 21 pessoas foram presas e houve apreensão de drogas, uma arma de fogo e celulares. Já a segunda etapa, realizada em outubro de 2021, resultou na prisão de 30 investigados em Minas Gerais e Mato Grosso do Sul, além da apreensão de mais de 10 quilos de drogas, munições, celulares e documentos. Na ocasião, também foi identificada a continuidade da atuação do chamado “tribunal do crime” pela facção.

Este é um marco recente no combate a organizações criminosas locais, que atuam de forma articulada para controlar atividades ilícitas na região.

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