Sociedades médicas reforçam alerta contra uso de canetas emagrecedoras sem registro na Anvisa
Principais entidades médicas do Brasil emitiram um alerta sobre riscos do uso de medicamentos injetáveis de origem não registrada para obesidade e diabetes, recomendando que pacientes utilizem apenas produtos com registro na Anvisa. A nota, divulgada nesta sexta-feira (10), reforça a necessidade de segurança e qualidade nesses tratamentos.
As entidades Sociedade Brasileira de Diabetes (SBD), SBEM e ABESO destacam que, embora análises da Unicamp tenham identificado tirzepatida em canetas vindas do Paraguai, isso não comprova equivalência com os fármacos aprovados no Brasil. A validação envolve estudos de bioequivalência e outros critérios regulatórios que vão além da simples identificação da molécula.
A própria Anvisa já havia esclarecido que os testes laboratoriais não demonstraram similaridade entre os produtos paraguaios e os registrados no país. Em uma das amostras, a concentração ficou cerca de 60% acima do informado no rótulo, e outras apresentaram discrepâncias relevantes em relação ao produto de referência, o que eleva incertezas sobre eficácia e segurança.
As entidades ressaltam que esses peptídeos são moléculas de alta complexidade tecnológica, cuja fabricação exige controle de qualidade, além de armazenamento e transporte adequados. Por via subcutânea, variações nesses aspectos podem aumentar o risco de efeitos adversos, reforçando a recomendação de que pacientes usem apenas medicamentos registrados na Anvisa e adquiridos por canais oficiais.
Em resumo, a regra vigente é clara: medicamentos só devem circular no Brasil com registro sanitário. O alerta reforça a importância de escolher tratamentos dentro das normas regulatórias, especialmente para obesidade e diabetes. Você concorda com essa orientação? Compartilhe suas experiências e opiniões nos comentários para debatermos juntos o tema da segurança em tratamentos médicos.





