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Líder do governo diz que fechou acordo para votar MP do Frete, que deve evitar paralisação dos caminhoneiros

Líder do governo diz que fechou acordo para votar MP do Frete, que deve evitar paralisação dos caminhoneiros
Líder do governo diz que fechou acordo para votar MP do Frete, que deve evitar paralisação dos caminhoneiros

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Resumo: O líder do governo no Senado, Randolfe Rodrigues (PT-AP), anunciou nesta segunda-feira (13) que foi fechado um acordo com a oposição para votar a MP do Frete, que reforça o piso mínimo do frete rodoviário de cargas. A votação deve ocorrer até a meia-noite da próxima quinta (16), data em que vence o prazo de validade da medida.

Após a pressão de associações de caminhoneiros, o acordo prevê ajustes por emendas de redação para evitar retorno do texto à Câmara. Randolfe afirmou que o governo manterá o piso mínimo conforme aprovado pela Câmara, e o presidente Lula se comprometeu a vetar dispositivos que não podem ser alterados neste momento.

Entre os pontos em análise estão as medidas sobre anistias: uma para multas aplicadas a caminhoneiros por protestos e bloqueios após as eleições de 2022, inserida por emenda do relator. Outra anistia beneficia quem descumpriu normas do frete, convertendo multas já pagas em advertência até a publicação da futura lei.

A fiscalização do peso também sofre mudanças: a exceção de peso por eixo salta de 50 para 74 toneladas. Em vez de medir o peso bruto total, passa a considerar o peso do eixo apenas se o peso bruto superar a tolerância de 5%, com tolerância de 12,5% por eixo acima do permitido. As multas por descumprimento, até a vigência da futura lei, serão convertidas em advertência.

Sobre o piso salarial, a proposta fixa R$ 5 mil mensais para motoristas em operações de longa distância, definidas como aquelas em que o profissional fica fora da base da empresa por mais de 24 horas. A bancada ruralista se opõe à aplicação desse piso em contratos sob a CLT, argumentando que elevaria custos e reduziria flexibilidade nas negociações.

Randolfe também informou que quatro ou cinco pontos do texto devem receber emendas de redação para acomodar reivindicações sem alterar o conteúdo central da MP, facilitando a tramitação no Senado.

E você, qual impacto real acredita que a MP do Frete terá no custo logístico, no dia a dia dos caminhoneiros e na economia? Deixe sua opinião nos comentários e participe da conversa.

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