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União Europeia quer definir idade mínima para acesso de crianças às redes sociais

União Europeia quer definir idade mínima para acesso de crianças às redes sociais
União Europeia quer definir idade mínima para acesso de crianças às redes sociais

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A Comissão Europeia propõe unificar as regras de acesso de menores às redes sociais em 27 países, adotando um regime progressivo conforme a idade. A medida, anunciada pela presidente Ursula von der Leyen, prioriza a proteção de crianças e adolescentes, estabelecendo faixas etárias com regras cada vez mais restritivas e buscando maior segurança digital no bloco. Palavras?chave: União Europeia, idade mínima, redes sociais, proteção de menores, design viciante.

A base da proposta são recomendações de um painel de especialistas — médicos, pesquisadores, representantes da juventude e pais — criado para orientar medidas de proteção nas plataformas digitais.

Bebês e crianças pequenas não devem ficar expostos a telas; 3 a 12 anos devem usar dispositivos e redes apropriadas para a idade apenas com supervisão de um adulto; 13 a 18 anos teriam acesso mais autônomo, aumentando progressivamente com a idade; as plataformas precisam oferecer mecanismos eficazes de proteção, e menores de 13 devem ter acesso restrito até que as empresas demonstrem segurança desde o início; a comissária, em tom didático, usou a comparação de que, assim como não se entrega a chave do carro sem a carteira, é preciso definir a idade mínima para acessos às redes.

A iniciativa ganhou força diante do risco de fragmentação regulatória no bloco. Espanha defende impedir o acesso de menores até 16 anos, França pondera proibição até 15 anos, enquanto a Estônia se opondo a uma proibição ampla. Além das faixas etárias, Bruxelas quer atacar recursos descritos como “viciantes” nas plataformas, como rolagem infinita e notificações constantes, cobrando que serviços reduzam elementos que prendem o usuário por mais tempo. O comissário Michael McGrath citou exemplos de design viciante para justificar a urgência da medida.

Pessoa segurando um smartphone com aplicativos de redes sociais, ilustrando o uso de plataformas que utilizam algoritmos para recomendar conteúdos.
Além das faixas etárias, a Comissão Europeia quer atacar recursos descritos como “viciantes” nas plataformas – Imagem: Vasin Lee/Shutterstock

No Brasil, dados do IBGE indicam queda na posse de celular e no acesso à internet entre crianças de 10 a 13 anos entre 2024 e 2025: a posse com aparelho próprio recuou de 56,7% para 55,2%, e o acesso à internet caiu de 84,9% para 84,4%. Analistas associam a queda à maior preocupação com privacidade e segurança, bem como a medidas como a restrição de celulares em escolas e o ECA Digital. Já o MEC/Inep aponta efeitos positivos na rotina escolar após a implementação de regras que limitam o uso de celular, com maior participação, concentração e socialização em sala, além de redução de conflitos; 86% dos diretores relataram queda da ansiedade entre estudantes.

Como você vê essa discussão sobre idade mínima para redes sociais na Europa? A proteção de menores pode funcionar sem tolher o acesso a conteúdos educativos? Compartilhe sua opinião nos comentários e participe da conversa sobre o futuro da alimentação digital das crianças e jovens.

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