Professores da rede particular da Bahia aprovam novas paralisações durante as aulas
Os professores da rede privada de ensino da Bahia vão realizar novas paralisações durante as aulas, com interrupções de 50 minutos. O anúncio foi feito pelo Sindicato dos Professores no Estado (Sinpro) após a assembleia realizada nesta quinta-feira (16). O grupo informou que não deflagrou greve ou paralisação total neste momento, mas mantém o estado de greve divulgado em junho, deixando em aberto a possibilidade de uma greve em uma próxima assembleia.
A paralisação está prevista para os dias 20, 22 e 24 de julho, com o objetivo de pressionar as negociações em curso. As interrupções ocorrerão no turno matutino e vespertino para o Ensino Fundamental II e o Ensino Médio. Para Educação Infantil e Fundamental I, a dinâmica ficará a cargo de cada escola, com horários e formatos definidos localmente.
Reivindicações da categoria incluem reajuste geral e do piso, pagamento pelo trabalho excedente fora da sala de aula, entre outros itens. Allysson Mustafá, coordenador do Sinpro, afirmou que o Indicativo de Greve aponta para a possibilidade de deflagração na próxima reunião, caso o patronal não apresente avanços na negociação.
Entre as demandas estão a regulamentação das atividades extraclasse, a manutenção dos dias de recesso no meio do ano, a preservação da bolsa de estudos para filhos de professoras e professores, e o reconhecimento formal das horas trabalhadas fora da sala de aula, incluindo elaboração, correção, aplicação de atividades e avaliações.
Segundo o Sinepe-BA, uma nova rodada de negociações já está marcada para a próxima segunda-feira (15). Além disso, nesta quarta-feira (10) ocorre uma Assembleia Geral Extraordinária com representantes das escolas associadas para avaliar o andamento das tratativas e alinhar diretrizes para a reunião da semana seguinte.
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