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MPF pede suspensão do programa Tolerância Zero na orla do Rio

MPF pede suspensão do programa Tolerância Zero na orla do Rio
MPF pede suspensão do programa Tolerância Zero na orla do Rio

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O Ministério Público Federal acionou a Justiça para suspender o programa Tolerância Zero, da Prefeitura do Rio, criado para disciplinar o comércio ambulante nas praias da Zona Sul — Leme, Copacabana, Ipanema e Leblon — e buscar um equilíbrio entre ordenamento urbano, combate ao crime organizado e proteção aos direitos dos trabalhadores ambulantes.

A ação sustenta que a gestão municipal não dialogou com a União nem com a sociedade, além de não ter implementado instrumentos como o Termo de Adesão à Gestão de Praias (TAGP) ou o Plano de Gestão Integrada previsto no Projeto Orla. O MPF afirma que o programa avança sem políticas públicas de regularização para a categoria e sem envolver os trabalhadores que dependem do comércio para sobrevivência.

Segundo o procurador regional adjunto dos Direitos do Cidadão, a prefeitura impôs uma política permanente de fiscalização sem observar as normas federais, o que acarreta ações amplas de apreensão de mercadorias e restrição ao comércio ambulante sem diretrizes de regularização. A promotoria cita que o objetivo de enfrentar o crime não pode justificar medidas que tratem a atividade lícita como suspeita generalizada.

“O combate ao crime deve mirar os responsáveis pelas atividades ilícitas, e não justificar restrições generalizadas ao exercício de uma atividade reconhecida pela legislação”, defende o MPF.

Tolerância Zero

A operação começou na manhã de quinta-feira (16), com apreensão de mercadorias e protestos de ambulantes na orla de Copacabana, estendendo-se até o Leme, em frente ao Copacabana Palace. O município diz que a finalidade é combater a exploração ilegal do espaço público pelo crime organizado, com fiscalização intensificada e ações de inteligência com as forças de segurança.

320 guardas municipais, apoiados pela Polícia Militar, atuaram em dois turnos no patrulhamento da zona sul. A prefeitura aponta que o plano envolve ocupação territorial, patrulhamento ostensivo e fiscalização integrada, com uso de monitoramento e ações diárias para combater pontos de venda ilegais e depósitos clandestinos.

O secretário de Ordem Pública, Marcus Belchior, destacou que a estratégia inclui controle de acesso em pontos-chave e ações de repressão a mercadorias irregulares, reforçando a necessidade de uma gestão do espaço público que inclua a comunidade e regulamente a atividade na cidade.

A Agência Brasil entrou em contato com a prefeitura e está acompanhando a evolução do programa. Notícias relacionadas destacam o debate sobre o ordenamento urbano nas praias da zona sul e as manifestações dos camelôs.

Quais aspectos você acha mais relevantes nesse debate entre defesa da ordem pública e proteção aos trabalhadores informais? Deixe sua opinião nos comentários.

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